EUA, Dinamarca e Gronelândia assinam acordo que garante presença militar norte-americana permanente na ilha
Estados Unidos, Dinamarca e Gronelândia vão assinar esta terça-feira o acordo sobre segurança que garante a presença militar permanente dos Estados Unidos na ilha do Ártico, confirmou a Casa Branca.
O presidente norte-americano, Donald Trump; a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen; e o primeiro-ministro gronelandês, Jens-Frederik Nielsen, vão assinar o documento às 10:40 de Nova Iorque (13:40 em Lisboa), à margem da Assembleia Geral da ONU.
Embora o conteúdo integral do acordo, anunciado por Trump na passada sexta-feira, ainda não seja conhecido, o documento deverá garantir aos Estados Unidos uma presença militar permanente na ilha e impedir o acesso da Rússia e da China, ao mesmo tempo que respeitará a soberania da Dinamarca sobre o território autónomo e o direito à autodeterminação da Gronelândia.
Trump, que já demonstrara interesse neste território autónomo dinamarquês durante o seu primeiro mandato (2017-2021), gerou no início deste ano fortes tensões com a Gronelândia, a Dinamarca e os restantes parceiros da NATO ao sugerir a possibilidade de assumir militarmente o controlo da ilha.
Atualmente, os Estados Unidos mantêm na Gronelândia apenas a base espacial de Pituffik — antiga base de Thule —, depois de décadas de redução da sua presença. As autoridades dinamarquesas afirmaram que essa diminuição resultou de uma decisão de Washington.
Um acordo de defesa de 1951, alterado em 2004 para incluir a Gronelândia, já concede aos Estados Unidos amplas prerrogativas para estabelecer novas zonas de defesa na ilha do Ártico.
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