O Orçamento 2027 e a adaptação climática
Falar de gestão e de retorno implica, hoje, falar da capacidade de antecipar riscos e de reduzir os seus impactos.
Porém, em muitas empresas portuguesas, a preocupação com os riscos climáticos, de natureza e sociais ainda não se traduz em preparação concreta.
E essa distância entre conhecer o risco e agir sobre ele tem um custo.
Muitas empresas não sabe como se podem preparar, nem podem ainda ter consciências da sua vulnerabilidade aos riscos climáticos.
Uma inundação pode parar a produção, a seca encarecer matérias-primas e o calor extremo reduzir a produtividade.
A degradação dos ecossistemas ameaça recursos de que os negócios dependem.
Estes impactos afetam receitas, custos e contratos, tornando a adaptação uma questão de gestão financeira.
A dimensão social faz parte desta equação.
Trabalhadores com habitação precária ou dificuldades de acesso a transportes e cuidados de saúde estão mais expostos às consequências de uma catástrofe.
A resiliência de uma empresa depende também das condições de vida das pessoas que nela trabalham.
O mesmo raciocínio se aplica ao Estado.
Quando uma catástrofe destrói infraestruturas e afeta famílias e empresas, aumenta a necessidade de despesa pública e pode diminuir a receita fiscal.
Antecipar estes efeitos no Orçamento do Estado e no planeamento plurianual é essencial para compreender quanto custa não preparar o país.
O relatório do Orçamento do Estado para 2027 mostra que 73,9% da despesa classificada como verde está associada à mitigação e 12,9% à adaptação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.