Líder supremo proíbe "qualquer ação que prejudique coesão" iraniana
N uma declaração escrita, o clérigo xiita, que não é visto em público há meses, apelou às autoridades de Teerão para que se abstenham de "declarações desencorajadoras que enfraqueçam a motivação nacional e pública".
No seguimento da divulgação do texto do guia supremo iraniano, o presidente do parlamento e chefe dos negociadores de Teerão nas conversações de paz publicou uma mensagem a endossar o seu apelo de unidade nacional.
"Prometemos ao povo e ao líder que, até ao nosso último suspiro, nos dedicaremos a servir o povo e o progresso do Irão", afirmou Mohammad Bagher Ghalibaf na rede social X.
Segundo a agência IRNA, Mojtaba Khamenei apoiou na sua declaração as medidas do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, para contrariar "várias restrições e conspirações do inimigo americano-sionista, e da intensificação das sanções e bloqueios".
Ao mesmo tempo, recomendou o aumento da produção interna e a eliminação gradual do dólar americano nas transações, bem como a centralização de "políticas de resistência económica", como o crescimento, o aumento do investimento e a concentração dos recursos em "áreas úteis e necessárias".
Entre os desafios elencados no texto citado pela agência iraniana, o líder religioso destaca ainda a necessidade de "uma atenção séria à cadeia de dificuldades económicas e de subsistência", como a inflação, o desemprego, a gestão dos preços e o mercado de bens e serviços.
Khamenei reforçou porém que "a chave para resolver todas estas questões reside em priorizar ao máximo a produção nacional", recomendando que onde ela é insuficiente "as importações devem ser utilizadas de forma adequada e criteriosa".
A guerra foi lançada por bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro, dia em que foi morto em Teerão Ali Khamenei, pai do atual líder supremo, que também ficou ferido no mesmo ataque.
Apesar de não ser visto desde então e de especulações sobre o seu estado de saúde, o Presidente norte-americano, Donald Trump, disse esta semana acreditar que Mojtaba Khamenei está vivo e que os próprios representantes iranianos nas conversações de paz indicam frequentemente que precisam consultá-lo sobre as propostas em cima da mesa.
Seis meses depois do início da guerra, que se alastrou a toda a região do Golfo e fez disparar os preços internacionais de petróleo, Mojtaba Khamenei afirmou que "o inimigo declarado desta nação tenta transmitir a ideia de que o caminho para o desenvolvimento e o progresso reside em segui-lo e atender às suas exigências descabidas", referindo-se aos temas que separam as partes nas negociações de paz.
"Observando o que ele [inimigo] fez a este país e aos seus recursos em períodos passados, mesmo anos antes da Revolução Islâmica, torna-se evidente o contrário", afirmou ainda na declaração citada pela IRNA.
Washington e Teerão acordaram em 17 de junho um memorando de entendimento, que incluiu um cessar-fogo imediato, o fim da ameaça militar iraniana à navegação comercial no estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval entretanto imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irão.
As partes voltaram no entanto à confrontação e aos respetivos bloqueios navais e não prosseguiram as n
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