Empresários chineses poderão acompanhar Xi Jinping em visita aos EUA
S egundo o South China Morning Post (SCMP), que cita várias fontes conhecedoras das negociações, responsáveis chineses e norte-americanos estão a discutir a possível inclusão de líderes empresariais na comitiva de Xi, que deverá reunir-se com o Presidente norte-americano, Donald Trump, em Washington, em 24 de setembro.
A iniciativa surge depois de Trump ter viajado para Pequim, em maio, acompanhado por um grupo de dirigentes de algumas das maiores empresas norte-americanas, incluindo Tesla, Apple, Nvidia e Boeing.
Quatro fontes citadas pelo SCMP confirmaram que a presença de empresários chineses está a ser negociada, embora não exista ainda uma decisão final e haja versões divergentes sobre qual das partes propôs a iniciativa.
Empresas chinesas abrangidas pelo acordo relativo ao Conselho de Comércio poderão igualmente integrar a comitiva.
A criação da mecanismo foi acordada durante a cimeira de maio e os trabalhos para o tornar operacional encontram-se na fase final, centrados na identificação de setores e produtos considerados não sensíveis que poderão beneficiar de tarifas reduzidas, até um máximo de 30 mil milhões de dólares (25,7 mil milhões de euros) para cada lado.
Outra fonte considerou que a presença de empresários poderia contribuir para a transição de uma política confrontacional para uma competição económica gerida, permitindo simultaneamente reforçar os contactos entre empresas chinesas e norte-americanas à margem da cimeira política.
As discussões decorrem em paralelo com as negociações comerciais, numa altura em que os dois países procuram resultados concretos para o encontro entre Xi e Trump.
Segundo fontes, existe um entendimento generalizado de que as tréguas comerciais acordadas pelos dois líderes em Busan, Coreia do Sul, em outubro, serão prolongadas.
O acordo levou os EUA a reduzirem algumas tarifas sobre produtos chineses e a suspenderem restrições adicionais contra empresas ligadas à China, enquanto Pequim suspendeu durante um ano algumas restrições à exportação de terras raras e assumiu compromissos relativos à compra de soja norte-americana e ao controlo de precursores químicos utilizados na produção da droga fentanilo.
Fontes classificaram a extensão do acordo como provável ou "quase certa", apesar de divergências sobre a duração da extensão e das recentes medidas de retaliação entre os dois países.
Pequim pretende que o acordo seja prolongado até ao final do mandato presidencial de Trump, enquanto Washington favorece uma nova extensão por apenas um ano, segundo uma das fontes.
As duas potências continuam, entretanto, a adotar medidas restritivas em setores específicos.
A Comissão Federal de Comunicações dos EUA proibiu, em julho, a importação e venda de novos dispositivos robóticos e inversores de energia fabricados no estrangeiro, setores nos quais a China ocupa uma posição dominante, e Washington acrescentou mais de 40 empresas chinesas à lista de entidades abrangidas por uma lei que pretende combater o trabalho forçado aplicado à minoria muçulmana chinesa uigur.
Pequim respondeu reforçando os controlos às exportações de 'drones' e impondo sanções a sete empresas norte-americanas.
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