UE congratula-se com a reversão das leis anti-LGBT na Hungria
A União Europeia saudou na terça-feira um "sinal importante de compromisso" com os valores comuns" por parte de Budapeste, depois de o parlamento húngaro ter eliminado parte das leis anti-LGBT que tinham sido adotadas durante os executivos de Viktor Orbán.
"Os direitos das pessoas LGBT+ são direitos fundamentais na UE" , afirmaram os comissários europeus Hadja Lahbib e Michael McGrath numa declaração conjunta.
Com 139 votos a favor e 51 contra, os deputados aprovaram o fim da lei que, desde 2021, proibia falar sobre homossexualidade e identidade de género com menores , em nome da proteção da infância.
Em vez de proibir a "representação" ou a "promoção" da diversidade sexual e de género em conteúdos acessíveis às crianças, a nova lei destina-se apenas em proteger os menores de 18 anos contra materiais que possam "comprometer gravemente o desenvolvimento físico, intelectual, emocional ou moral da criança".
O primeiro-ministro Péter Magyar, que venceu as eleições a Orbán focando-se noutros temas, como por exemplo a corrupção, apresentou as alterações não como uma reposição dos direitos das minorias sexuais, mas como um um reforço das regras de proteção da infância "independentemente da orientação sexual".
A legislação até agora em vigor fora denunciada em abril pelo Tribunal de Justiça da UE como uma violação grave dos tratados europeus e da Carta dos Direitos Fundamentais.
Devido ao retrocesso do Estado de direito, a Hungria viu-se privada, nos últimos anos, do acesso a fundos europeus.
Nesta mesma terça-feira o Conselho Europeu acabou com o mecanismo de condicionalidade que afetava o país em troca das reformas anunciadas pelo governo de Magyar, e com isso libertou 4,2 mil milhões de euros em fundos congelados e restaurou o acesso das universidades magiares ao Erasmus+ e ao Horizonte Europa.
Mas ainda há verbas congeladas relacionadas com as políticas LGBT, legislação de proteção infantil, liberdade académica e direito de asilo, num total de 3,5 mil milhões de euros.
Com as emendas legislativas, Budapeste deu mais um passo para desbloquear esse dinheiro.
Ursula von der Leyen quer libertar 4,2 mil milhões em fundos para a Hungria Dezenas de milhares de pessoas enchem ruas de Budapeste na primeria marcha do Orgulho LGBTQ+ pós-Orbán Mudar lei anti-LGBTQ+ chumbada por tribunal da UE será o primeiro teste de Magyar
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.