Explosões em Riade e no leste da Arábia Saudita após alerta de ataque
As autoridades sauditas emitiram hoje alerta para ataques aéreos em Riade e na região leste do reino, onde se registaram explosões, poucas horas após os rebeldes Huthis do Iémen ameaçarem atacar instalações da gigante petrolífera Aramco.
Os residentes da região leste receberam alertas por SMS a informar de "uma ameaça aérea", antes de serem notificados de que o alerta tinha sido levantado.
Segundo testemunhas ouvidas pela AFP, foram ouvidas explosões numa instalação da Aramco no leste do país.
O porta-voz militar dos Huthis, Yahya Sarea, havia ameaçado atacar a sede da empresa petrolífera estatal saudita Aramco em Dammam, no nordeste da Arábia Saudita, e uma refinaria da mesma empresa em Riade, em resposta a ataques da coligação liderada pela Arábia Saudita hoje no Iémen.
A coligação confirmou ter atacado instalações petrolíferas em Sana, capital do Iémen controlada pelos rebeldes pró-iranianos Huthis — e noutros dois locais do país, poucas horas após ter pedido à população civil que abandonasse a zona.
O porta-voz da coligação militar, Turki al-Maliki, informou na rede social X que estas instalações — incluindo as situadas nas províncias de Saada e Dhamar, no oeste do Iémen — apoiavam o "esforço de guerra" dos Huthis contra "o reino (saudita), o Iémen, o sul do Mar Vermelho e as rotas marítimas"..
Na capital Riade foi ouvida também esta noite uma forte explosão, segundo jornalistas da AFP, após um alerta aéreo emitido pelas autoridades.
"A cidade de Riade está sob uma ameaça aérea hostil", referia uma mensagem recebida pelos residentes da capital saudita, posteriormente informados de que o alerta tinha sido levantado.
O governo internacionalmente reconhecido do Iémen prometeu hoje avançar com a ofensiva militar "Alvorada do Iémen" contra os xiitas Huthis e classificou como "irreversível" a decisão de acabar com o seu domínio.
Rashad al-Alimi, presidente do Conselho de Liderança Presidencial do Iémen, acusou os Huthis, apoiados pelo Irão, de "prolongar a guerra e ampliar" os ataques contra cidades, países vizinhos e rotas de navegação internacional.
"Esta decisão é agora vinculativa e irreversível, independentemente dos sacrifícios", disse o líder iemenita numa declaração televisiva por ocasião do 63º aniversário da revolução de 14 de outubro contra o domínio colonial britânico no sul do Iémen.
Al-Alimi dedicou uma parte importante do seu discurso a Taiz — disputada província do sudoeste —, onde, afirmou, a escalada dos combates e as restrições de circulação agravaram o sofrimento da população civil.
Condenou ainda os recentes ataques Huthis contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, que fizeram dezenas de mortos e feridos, e afirmou que a segurança da Arábia Saudita "é indissociável dos interesses do Iémen e da estabilidade regional".
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