Eddie esperou pela hora da verdade para se coroar
Quinta-feira foi dia de João Almeida se mostrar em grande plano na Volta a Espanha. No contrarrelógio que podia ser decisivo nas contas da geral, embora favorecesse os puros especialistas, o português mostrou-se na primeira parte com um tempo canhão que o atirou para o primeiro lugar após o primeiro ponto intermédio e para o terceiro lugar no final do dia, apenas batido por Stefan Küng (Tudor) e Callum Thornley (Red Bull-Bora-hansgrohe). O português da UAE Team Emirates-XRG ficou a apenas 8,78 segundos do primeiro lugar do suíço, num dia em que o colega Ivo Oliveira foi oitavo e Enric Mas (Movistar) voou como nunca para se defender de Primoz Roglic (Red Bull), que subiu ao segundo lugar a 1.37 minutos do espanhol.
João voltou a Botar Lume no dia de King Küng e de super Mas: Almeida terceiro no contrarrelógio a nove segundos do suíço
“Estamos todos um pouco no limite e o calor torna tudo ainda mais difícil. Está a ser uma Vuelta complicada, com quedas, lesões, doenças… Não é o nosso melhor momento, mas partimos sempre para dar tudo o que temos. Todos os dias. Tive muita dificuldade em voltar a sentir-me bem na bicicleta e ainda estou muito longe da minha melhor forma física. Agora será mais importante encontrar sensações do que resultados até ao final da época”, partilhou o Bota Lume ao jornal AS , que documentou em números o difícil ano que a Emirates tem ultrapassado: em 2026 a equipa passou por 17 ruturas em 16 ciclistas diferentes, para lá das doenças sofridas por Almeida e Brandon McNulty que podem levar a um período de recuperação de quase um ano, disse o diretor desportivo Matxín.
“Tínhamos em mente que este era o tempo que podíamos perder. No primeiro [ponto intermédio] eram 19 segundos, depois 26, depois 39 e, no final, 34. Por isso estou contente. Vantagem? Não, não é muito. Ainda faltam dois dias realmente importantes, e também o final em Granada, por isso temos de estar muito concentrados e trabalhar arduamente “, começou por dizer Mas. Questionado sobre a última vez que a Vuelta tinha uma etapa a terminar em Jerez de la Frontera, em 2014, ano em que um espanhol venceu pela última vez, o camisola roja recordou o triunfo de Alberto Contador: “Naquela altura eu era criança e ele era o meu ídolo, porque quando eu tinha 13 ou 14 anos ele ganhava tudo. Por isso, significa muito para mim”.
La Vuelta Ciclista a Espana 2026 – Stage 19 ???? Vélez-Málaga ???? Peñas Blancas. Estepona ????????♂️ 210.5 Km ☀ Weather: Clear sky ????️ 21°C (app 21°C, min 12°C – max 22°C) ☁️ Clou.: 0%, vis.: 100% ???? Hum.: 55% ????️ Wind: 11.8 km/h ESE (max: 15.3 km/h ESE) Route: https://t.co/7sUrenaRS4 pic.twitter.com/Ihmo56cBB8
Antes do fim de semana, as decisões da Volta a Espanha voltaram a passar por uma etapa de montanha, com a condicionante de ser a mais longa desta edição, com 210,8 quilómetros e 4.190 metros de desnível positivo acumulado, distribuídos por três contagens de montanha. A primeira apareceu apenas 76 quilómetros depois da partida em Vélez-Málaga, que voltou à prova seis anos depois. Superado o Puerto de las Abejas (14,5 km a 4,3%), seguia-se o Puerto del Viento (13,1 km a 3,7%).
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