5h. Luís Montenegro encerra hoje a Universidade de Verão
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Luís Montenegro encerra hoje a Universidade de Verão do PSD, no momento em que a agenda política está marcada pela discussão sobre a Segurança Social e pela ameaça do Chega em apresentar uma moção de censura ao governo. O primeiro-ministro participa a partir do meio-dia na sessão de encerramento da 22ª edição desta iniciativa de formação de jovens quadros do PSD. O último dia da Universidade de Verão do PSD, antes deste, ficou marcado pela intervenção de Paulo Portas. O ex-ministro avisou que a Europa tem de discutir já o problema do envelhecimento e sem radicalismos. Na Universidade de Verão, o antigo vice-primeiro-ministro deu uma aula que ultrapassou as duas horas previstas. O antigo líder centrista avisa que o problema do envelhecimento demora décadas a resolver e implica muitas políticas públicas.
Queremos começar a discutir o problema do envelhecimento das nossas sociedades com cabeça, troncos e membros e com argumentos racionais? Ou queremos likes e radicalismos? É porque o problema não se resolve com um tweet. E envolve muitas políticas públicas: habitação, impostos, trabalho, família, migrações. E é preciso que estejam alinhados nas estrelas, porque é muito difícil inverter um declínio demográfico. São precisas décadas. O ponto é que quanto mais tarde começarmos, pior.
Paulo Portas, que aborda também a situação das plataformas digitais, considera que o tempo da total impunidade e falta de escrutínio está a terminar.
Vai ser parte das nossas vidas, vai dar imensos choques, mas o tempo em que ninguém discutia nada sobre as plataformas digitais, passou. E vão ser cada vez mais escrutinadas, e a meu ver, ainda bem. Portanto, muito mais importante do que um limite de idade, para mim, é a clarificação de que elas são submetidas à justiça civil e penal. E até em particular à civil, porque o que lhes dói é o dinheiro que deixam de ganhar.
Paulo Portas, o antigo vice-primeiro-ministro, numa aula durante a Universidade de Verão do PSD, que termina hoje com o discurso do primeiro-ministro Luís Montenegro. E após a ameaça de moção de censura apresentada pelo Chega ao governo, o Bloco de Esquerda recusa participar no que apelida de campeonato de radicalização da direita. A moção de censura foi prometida por André Ventura, isto se as polémicas em torno de Luís Neves não forem resolvidas. O coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, considera que o governo merece censura noutros assuntos e afirma que a possível moção de censura anunciada pelo Chega não tem nada a ver com isso.
O governo merece censura na habitação, o governo merece censura na educação, o governo merece censura na saúde. Esta moção de censura não tem nada a ver com isso. Esta moção de censura serve basicamente para um campeonato de radicalização entre os partidos da direita. É uma coisa entre eles. E para esse peditório, o Bloco não dá.
Declarações de José Manuel Pureza à margem de uma concentração do movimento "Deslarguem a Arrábida", em Setúbal.
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