Wall Street fecha em baixa com juros da dívida dos EUA e petróleo a pressionarem mercados
Os principais índices de Wall Street fecharam hoje em baixa, com os investidores penalizados pela subida dos juros da dívida norte-americana de longo prazo e pelo avanço dos preços do petróleo, num contexto de preocupações com a inflação e o agravamento das contas públicas dos Estados Unidos.
O S&P 500 recuou 0,52%, para 7.745,06 pontos, naquela que foi a segunda sessão consecutiva de perdas, enquanto o Dow Jones caiu 0,51%, para 53.459,78 pontos.
O tecnológico Nasdaq Composite terminou a sessão com uma descida de 0,32%, para 26.644,91 pontos.
A pressionar os mercados esteve também o agravamento das taxas de juro das obrigações do Tesouro norte-americano.
A ‘yield’ da dívida dos EUA a 30 anos atingiu hoje o nível mais elevado desde 2007, na sequência de um ‘sell-off’ no mercado obrigacionista.
A subida dos juros reflete a preocupação dos investidores com o aumento da dívida pública dos Estados Unidos, a vaga de novas emissões de obrigações de longo prazo e uma inflação que permanece acima do objetivo da Reserva Federal há cinco anos consecutivos.
“Os investidores estão cada vez mais focados e preocupados com o crescente endividamento dos EUA e com a falta de disciplina orçamental do país”, afirmou Anthony Saglimbene, da Ameriprise, citado pela Bloomberg.
“Os leilões frequentes e em larga escala de obrigações do Tesouro representam uma oportunidade para o mercado obrigacionista reagir à trajetória orçamental deteriorada do governo, já que exigem juros mais altos”, acrescentou.
No mercado petrolífero, o Brent, de referência na Europa, ultrapassou os 90 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), de referência nos Estados Unidos, avançou mais de 2,4%, aproximando-se dos 85 dólares.
A subida dos preços do crude surge depois de ter terminado o prazo de 60 dias previsto no memorando de entendimento entre o Irão e os Estados Unidos, sem que tenha sido alcançado um acordo, aumentando a preocupação dos investidores com a evolução do conflito no Médio Oriente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou lançar ataques contra Omã se este “se meter no caminho” das conversações entre Washington e Teerão sobre o estreito de Ormuz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou lançar ataques contra Omã se este “se meter no caminho” das conversações entre Washington e Teerão sobre o estreito de Ormuz.
As perspetivas de um entendimento para colocar fim à guerra, que se prolonga há quase seis meses, sofreram hoje um novo revés, com a retoma dos combates no Líbano e declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, à Fox News, nas quais alertou que, caso “Omã se meter no caminho”, o país será bombardeado “até não sobrar nada”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.