Casa Pia-Benfica, 0-7 (crónica)
Entrada a matar do Benfica. Dois golos em pouco mais de 14 minutos e uma vantagem merecida face ao que acabou por acontecer durante o primeiro tempo. 3-0 ao intervalo e goleada no fim do jogo.
«Hat-trick» para Pavlidis e uma avalanche ofensiva que nunca conseguiu ser travada pela turma de Filipe Coelho. A certa altura dava a impressão de que qualquer bola enquadrada com a baliza terminava em golo. No fim, apesar da expressividade, são «apenas» três pontos para a conta do Benfica.
Costuma-se dizer que equipa que ganha não se mexe. Neste caso, Marco Silva optou por trocar ligeiramente as voltas ao ditado. O empate frente ao Académico de Viseu na jornada inaugural da Liga não fez com que o técnico mudasse alguma das peças do xadrez e os mesmos 11 jogadores entraram no relvado do Estádio Municipal de Rio Maior.
Sem vontade de voltar a receber um presente envenenado, o Benfica entrou a todo o gás e aos três minutos já se tinha colocado em vantagem no marcador. Uma bola «morta» junto à área do Casa Pia permitiu a Prestianni recebê-la, driblar sobre dois adversários e atirar para o fundo da baliza. Nota para um desvio furtuito num defesa e que acaba por enganar André Gomes.
O ritmo não abrandou. Aliás, parece que o 1-0 deu maior motivação aos comandados de Marco Silva. Sem conseguir responder à avalanche ofensiva das águias, o Casa Pia sofreu o segundo praticamente de seguida. Belo lance coletivo dos visitantes, com Pavlidis a servir na perfeição Rafa Silva para um toque de classe. Bola picada sobre André Gomes e nova explosão de alegria em Rio Maior.
Na sequência deste lance, o Casa Pia dispôs do melhor momento em todo o jogo. Gabi Pereira respondeu da melhor forma a um cruzamento tirado pelo lado direito e ficou a centímetros de ser feliz.
Voltamos ao normal. O normal, pelo menos na primeira parte, é o domínio do Benfica a todo o campo. O ritmo de jogo baixou e as dificuldades dos gansos em sair com qualidade do próprio meio-campo aumentaram. Destaque para o papel de Prestianni, sobretudo no transporte de bola e na capacidade de levar o jogo das águias para a frente.
Desta forma, o regresso aos balneários fez-se a passos largos. Nenhuma alteração para o segundo tempo e mais um arranque fulminante da turma de Marco Silva. Dois minutos bastaram para Pavlidis também colocar o nome na lista de marcadores. Os papéis inverteram-se face ao 2-0 e desta vez foi o Rafa Silva a assistir o grego.
Nas bancadas, os adeptos começavam a acreditar numa goleada e os indícios estavam lá. Pavlidis tomou-lhe o gosto e o caudal ofensivo do Benfica tomou outras proporções. Um drible muito bem conseguido dentro da área colocou o camisola 14 na cara do golo e não desperdiçou.
Ora, já é sabido que não há duas sem três. Sete minutos de sucesso para o internacional grego, «hat-trick» e goleada em Rio Maior. Agora, desengane-se se acha que isto tinha acabado por aqui. Não aconteceu. O Benfica manteve o pé no acelerador e ainda teve uma ajuda do adversário.
Dahl tirou um cruzamento para o interior da área e viu Ofori introduzir a bola na própria baliza. Acontecia de tudo à turma de Filipe Coelho. Três mudanças nos encarnados e a mesma eficácia de sempre.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maisfutebol.iol.pt — o conteúdo pertence a Maisfutebol.