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Guterres solidariza-se com vítimas dos crimes de Ratko Mladic

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Guterres solidariza-se com vítimas dos crimes de Ratko Mladic

"O secretário-geral solidariza-se com as vítimas, os sobreviventes e familiares dos que sofreram os crimes pelos quais o Sr. Mladic foi considerado culpado", disse o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, em comunicado.

"Estas decisões judiciais são definitivas e os factos nelas estabelecidos fazem parte do registo histórico. O secretário-geral reitera o seu apelo a todos aqueles que detêm o poder para que se abstenham de negar a gravidade dos crimes que foram julgados", instou ainda.

O antigo comandante do Exército da República Srpska cumpria pena num centro de detenção das Nações Unidas em Haia, desde que foi detido, em 2011.

Conhecido como "carniceiro da Bósnia", Mladic, que dirigiu as forças sérvias-bósnias durante a guerra da Bósnia (1992-1995), foi em 2017 condenado a prisão perpétua pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade durante esse conflito que fez quase 100.000 mortos, um veredicto confirmado em recurso em 2021.

Entre os seus crimes figuram o massacre de cerca de 8.000 homens e rapazes bósnios, cometido em julho de 1995 na região de Srebrenica (leste).

Foi capturado em 2011 na Sérvia, após 16 anos em fuga, e ainda é glorificado por alguns líderes políticos sérvios e sérvios-bósnios.

Guterres condenou hoje "qualquer negação do genocídio de Srebrenica como um acontecimento histórico, assim como quaisquer ações que glorifiquem os condenados por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio por parte dos tribunais internacionais", segundo o comunicado.

A responsabilização, defendeu o líder das Nações Unidas, continua a ser um passo essencial para a paz duradoura, a confiança e a reconciliação na região.

"As Nações Unidas continuam totalmente empenhadas em apoiar os esforços para alcançar a responsabilização e a justiça para todos", concluiu.

Gravemente doente há meses, o antigo general sérvio-bósnio morreu poucos dias depois de o Mecanismo Residual da ONU para os Tribunais Penais em Haia, nos Países Baixos, ter rejeitado o pedido da sua família e do Governo sérvio para o transferir para um hospital militar de Belgrado para tratamento.

"É um assassínio silencioso do meu pai", declarou na semana passada o seu filho, Darko Mladic, depois de o visitar em Haia, afirmando que os médicos da prisão tinham interrompido "completamente o tratamento".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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