O futuro não espera, começa nas decisões que tomamos hoje
O futuro já chegou.
Apenas não chegou da mesma forma para todos.
É uma ideia que vale a pena recordar quando olhamos para os próximos 25 anos do BCSD Portugal.
Porque o futuro não é um lugar para onde iremos um dia.
É, sobretudo, o resultado das decisões que tomamos hoje, e também das que deixamos por tomar.
Em 2001, quando o BCSD nasceu, a sustentabilidade ainda procurava o seu lugar nas empresas.
Hoje está na estratégia, no investimento, na gestão do risco e nas expectativas dos consumidores, investidores e colaboradores.
Portugal também mudou: reduziu emissões, transformou profundamente o seu sistema elétrico e tornou-se um dos países da OCDE com eletricidade menos intensiva em carbono.
Mas há uma diferença entre reconhecer a mudança e estar preparado para ela.
É aqui que começa o verdadeiro desafio dos próximos 25 anos.
O relatório da OCDE The Green Transition of SMEs and Entrepreneurship in Portugal, de Setembro de 2025, concluiu que quase 90% das empresas portuguesas acreditam que os fenómenos meteorológicos extremos terão pouco ou nenhum impacto na sua actividade.
Apenas uma em cada quatro PME tem uma estratégia de neutralidade climática, e outra quarta parte conta adoptá-la nos próximos dois anos.
Ou seja, metade continua sem plano.
Depois do que vivemos este ano, esta distância entre a percepção e a realidade é, ela própria, um risco.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.