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Volta chega a render "40 euros por dia". Há sem abrigo a recusar trabalho e a reincidir na toxicopendência

CNN Portugal ·
Volta chega a render "40 euros por dia". Há sem abrigo a recusar trabalho e a reincidir na toxicopendência

Nota: A associação CASA foi criada em 2002, está inscrita na Direção-Geral da Segurança Social como Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) e tem como propósito central "auxiliar aqueles que se encontram em situação de sem abrigo, que integrem famílias em risco ou famílias carenciadas, através de ações de solidariedade social, disponibilizando um contacto próximo, bens alimentares, artigos de vestuário e serviços de reintegração social, independentemente do estrato social, etnia, religião ou género". Se precisar de algum tipo destes auxílios contactar através do link ou do 217 269 286.

Desde 10 de abril, cada garrafa de água ou lata com menos de três litros passou a ter um custo acrescido de dez cêntimos, que é reembolsado caso o consumidor devolva o recipiente vazio e intacto. Cinco meses depois, já foram devolvidas mais de 300 milhões de embalagens através do Volta, mas surgiu também a primeira voz contra o sistema.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa veio a público dizer que é preciso " cancelar de imediato esse sistema". "Não queremos", exclamou na Assembleia Municipal. "É uma boa intenção, mas é um mau resultado", afirmou Carlos Moedas, acrescentando que o Volta deixou Lisboa com "um drama social sem precedentes".

“[O Volta] está a criar uma pressão enorme na higiene urbana, algo que suja a cidade. As pessoas entram dentro dos caixotes de lixo. Eu tenho imagens de pessoas a entrar dentro dos caixotes de lixo, dentro de ecopontos. É uma vergonha”, acusou Moedas.

À CNN Portugal, Nuno Jardim, diretor-geral da CASA - Centro de Apoio ao Sem Abrigo, assume que é inegável que "existe algum drama social", alertando, no entanto, que não arrisca dizer que estamos perante algo "sem precedentes", como afirma o autarca de Lisboa.

O responsável revela, no entanto, que a associação "já teve casos de pessoas que estavam a ser acompanhadas, apoiadas e iriam começar a trabalhar que recusaram o trabalho com a justificação de que conseguem ter um melhor rendimento e trabalham menos a recolher garrafas do Volta e a substituí-las por dinheiro".

"Já houve utentes que estavam a ser acompanhados por outras instituições em conjunto, que eram consumidores, estavam relativamente equilibrados e que, graças ao Volta, tiveram disponibilidade financeira, tiveram uma recaída e acabaram por se perder", conta Nuno Jardim, realçando que "estes são exemplos reais do que, de facto, está a suceder" nas ruas portuguesas depois da chegada deste novo modelo de reciclagem. "Já perdemos pessoas. Não estou a dizer que é geral. No nosso caso particular, lembro-me de dois casos e isso levantou o alarme nesse sentido."

Nuno Jardim sublinha que tem conhecimento de casos de "pessoas que já chegaram a fazer 40 euros por dia".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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