Hutis reivindicam ataques a Riade e centro petrolífero saudita de Yambu
N uma declaração televisiva, o porta-voz militar do grupo rebelde, Yahya Sarea, afirmou que nas operações foi utilizado "um grande número" de mísseis balísticos e de cruzeiro, assim como drones.
Estes "atingiram os seus alvos", referiu, descrevendo-os como "alvos sensíveis" na capital saudita e nas instalações da petrolífera nacional saudita Aramco, em Yanbu.
Segundo Sarea, ambas as operações foram resposta dos huthis às operações militares sauditas no Iémen e atingiram os seus objetivos e provocaram "incêndios massivos" nos locais atacados.
A Arábia Saudita emitiu durante a noite de sexta-feira para hoje alertas de risco de ataques para a capital pela primeira vez desde o reinício das hostilidades com os huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, seguidos por fortes explosões ouvidas na cidade.
Os alertas em Riade foram os primeiros na capital saudita desde a mais recente escalada com os huthis. Não foram noticiadas vítimas nem danos depois de os alertas terem sido levantados.
O porta-voz do huthis advertiu que responderão à "escalada militar saudita" com mais ações militares, "bloqueio por bloqueio e escalada por escalada".
A troca de ataques entre os dois lados ocorre num contexto de retomada dos combates terrestres entre os huthis, apoiados pelo Irão, e o governo do Iémen reconhecido internacionalmente, que tem Riade como seu principal apoiante.
Os combates no sul do Iémen entre as forças governamentais apoiadas pela Arábia Saudita e os combatentes houthis pró-iranianos causaram 48 mortos nas últimas 24 horas, informaram hoje fontes militares de ambos os lados.
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