Ucrânia: Londres estima que morreram mais de meio milhões de soldados russos
Mais de 500 mil soldados russos foram mortos na Ucrânia desde o início da invasão em grande escala, em fevereiro de 2022, afirmou hoje um alto responsável britânico da Defesa.
Os mortos fazem parte do total de 1,5 milhões de baixas russas na Ucrânia, afirmou o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Reino Unido, Richard Knighton.
Os números do Reino Unido coincidem, em linhas gerais, com os publicados pelas forças armadas ucranianas.
Não houve qualquer comentário imediato por parte das autoridades russas.
O exército de Moscovo, apesar de ser maior, está a ter dificuldades em avançar no campo de batalha.
Autoridades e analistas ocidentais afirmam que o ritmo de avanço russo abrandou significativamente este ano.
As forças armadas russas também perderam uma quantidade “enorme” de material militar, disse Knighton aos jornalistas.
As perdas incluem mais de 10 mil veículos blindados, cerca de três mil sistemas de defesa aérea e de artilharia e mais de 370 aeronaves e helicópteros, afirmou.
O responsável não revelou quais foram as perdas da Ucrânia.
Nem Moscovo nem Kiev fornecem atualizações regulares sobre as suas perdas no campo de batalha.
Kiev expandiu a sua campanha com drones de longo alcance até ao interior da Rússia, colocando à prova as defesas aéreas em todo o vasto território do seu vizinho.
Na quinta-feira, as suas forças armadas informaram ter atingido uma refinaria a mais de três mil quilómetros de distância, na Sibéria, numa tentativa de Kiev de danificar o setor petrolífero da Rússia.
Os ataques causaram escassez de combustível na Rússia, um dos maiores produtores de energia do mundo.
As exportações de produtos petrolíferos da Rússia atingiram mínimos históricos em agosto, e Moscovo está a importar combustível da Coreia do Sul e da Índia, segundo um relatório do Centro de Investigação sobre Energia e Ar Limpo.
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