Angola prepara projeto Nature4Health para prevenir pandemias
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Governo angolano e representantes de diversas organizações reuniram hoje, em Luanda, para a conceção do projeto N4H Angola, que deverá contar com o valor global de 2,5 milhões de dólares (2,1 milhões de euros) até ao final do projeto, com a duração de três anos.
A Iniciativa N4H, um programa global financiado em parte pelo Governo da Alemanha com 50 milhões e euros, visa prevenir pandemias e epidemias, combatendo as causas ambientais.
Em declarações à imprensa, a especialista de natureza, clima e ambiente do PNUD e membro da coordenação do N4H Angola, Adjany Costa, referiu que diferente de outros programas o N4H que integra todos os envolvidos.
"O N4H faz-nos dar um passo atrás, faz-nos ver como é que evitamos sequer que a doença seja transbordada e transmitida, isso tem muito a ver com a natureza, proteção da natureza, conservação da biodiversidade, é um olhar muito integrado de proteger a natureza para proteger o homem, que faz parte da natureza", referiu.
Segundo Adjany Costa, Angola tem preocupação com todas as doenças consideradas piores, como o Marburg, Ébola, dengue, inclusive a malária que é uma zoonose, é transmitida por mosquitos.
"Dependendo de qual é o risco que for identificado prioritário, dependendo de qual é a área que for identificada como prioritária, sempre vai haver uma doença que aflige o nosso sistema sanitário, em alguns casos nós nem sequer temos capacidade para dar resposta", disse.
Adjany Costa frisou que o projeto deverá ficar pronto até maio do próximo ano e começar a sua implementação até ao fim de 2027.
Na sua intervenção, o secretário de Estado para a Ação Climática e Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Ambiente de Angola, Nascimento Soares, reconheceu "o enorme potencial desta iniciativa na construção de soluções integradas que permitem compreender melhor a interligação entre a saúde, a biodiversidade, os ecossistemas e também agregar a questão das alterações climáticas".
Por sua vez, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Sousa, considerou que prevenir "é muito mais inteligente e económico do que responder tardiamente a uma emergência".
"A segurança sanitária de Angola deve ser entendida de forma ampla, não se trata apenas da capacidade de responder a uma epidemia depois de ela ocorrer, trata-se de construir capacidades permanente de prevenção, deteção precoce, vigilância, diagnóstico, comunicação de risco e resposta rápida", salientou.
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