Forças sauditas e iemenitas matam porta-voz do Estado Islâmico no Iémen
A Agência Central de Segurança do Estado referiu-se a uma "operação conjunta" para tentar deter o suspeito, identificado como Abu Hudaifa al-Ansari, que morreu às mãos das forças de segurança na província oriental de Hadramaut, segundo a estação de televisão Saba TV.
A agência afirmou que as forças especiais sauditas e iemenitas lançaram uma operação conjunta para capturar Al-Ansari, mas que a missão resultou na sua morte.
A mesma fonte salientou que "as forças especiais conjuntas abandonaram a zona de operações, sem que se tenham registado danos à população civil", sem fornecer mais detalhes sobre a localização da operação e sem que a coligação liderada por Riade se tenha pronunciado até ao momento.
As autoridades iemenitas também não se pronunciaram sobre o cargo de Al-Ansari, embora este tenha desempenhado funções de porta-voz do grupo terrorista desde agosto de 2023, quando substituiu Abu Omar Al Muhayir, detido na Síria pelo grupo Hayat Tahrir al Sham (HTS), liderado pelo atual Presidente sírio, Ahmed al-Sharaa.
Em fevereiro deste ano, o EI emitiu a sua primeira mensagem áudio em dois anos, pela voz de Al-Ansari, em que apelava aos combatentes do grupo radical islâmico que atacassem as forças governamentais sírias.
O porta-voz tinha-se pronunciado antes em janeiro de 2024, em reação à guerra lançada por Israel na Faixa de Gaza após o ataque de 07 de outubro de 2023 do Hamas.
Numa gravação intitulada "E matem-nos onde quer que os encontrem", Al-Ansari exortou na altura os simpatizantes do EI a atacarem a comunidade judaica em todo o mundo.
O Estado Islâmico estabeleceu a sua presença no Iémen no meio do conflito que afeta o país, levando a cabo uma série de ataques mortíferos, em particular contra as forças de segurança, alvos governamentais e locais religiosos.
Embora a presença operacional do EI tenha diminuído nos últimos anos, o grupo continuou a manter células em zonas remotas e com menor controlo governamental.
Hadramaut, a maior província do Iémen, tem sido uma região de importância estratégica para as operações antiterroristas.
O seu vasto território e o seu terreno acidentado têm proporcionado, historicamente, espaço para grupos militantes, incluindo a Al-Qaida na Península Arábica (AQAP), que continua a ser uma organização independente e tem mantido uma presença mais forte no Iémen do que o EI.
As forças iemenitas, apoiadas pela coligação liderada pela Arábia Saudita, têm levado a cabo repetidas operações contra grupos militantes no sul e no leste do Iémen.
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