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Clima e datacenters. Ex-governante expõe contradição

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Clima e datacenters. Ex-governante expõe contradição

José Eduardo Martins expôs esta quinta-feira a contradição do Governo por ter lançado em março o Plano Nacional de Centros de Dados ao mesmo tempo que tem metas ambiciosas no Plano Nacional Energia e Clima (PNEC). Na Univrsidade de Verão do PSD o antigo secretário de Estado do Ambiente diz que “ a senhora ministra [do Ambiente] se contrariou um bocadinho pelos factos. Quem põe cá fora a estratégia dos ‘data centers’ é o mesmo ministério que pôs cá fora o PNEC. As duas coisas vão ter que bater certo no futuro e neste momento não batem ”.

Num debate sobre o nuclear, o antigo governante avisa que “a polémica dos data centers vai chegar a Portugal” e que tem de ter o “cuidado” de liderar o debate para não ser discutida “em termos patetas e maniqueístas ” como a reforma da Segurança Social.

José Eduardo Martins antecipa que a oposição à esquerda vai começar em breve a tornar os datacenters num foco de contestação: “Na semana passada o Daniel Oliveira já escreveu um dos artigos sobre os datacenters. É um bocadinho fácil antecipar a nossa esquerda. Ler o Guardian e esperar três meses e eles aparecem a dizer mesma coisa. Caramba! Três meses? Estão atentos.”

O assunto, adverte o antigo governante, pode ser impopular, o que dificulta a discussão pública: “As pessoas não querem data centers, porque os data centers vão multiplicar o consumo de energia, vão multiplicar o consumo de água.” Porém, José Eduardo Martins, defensor da energias renováveis, admite que os data centers são inevitáveis: “Não vamos voltar atrás na inteligência artificial, vamos ter data centers.” Mas, para eles, as renováveis — ao contrário do que o Governo quer passar — não vão chegar.

Sobre a privatização da REN, José Eduardo Martins evitou falar sobre a entrada do Estado, embora valide que se trata de uma questão de soberania: “Cometemos um grande erro em privatizar uma parte da REN a um Estado estrangeiro, sei que foi em estado de necessidade, e tínhamos cá a troika , mas não é uma coisa boa. A rede elétrica cumpre quase uma função de soberania”.

Do painel também fez parte a conselheira de Estado e antiga mandatária de António José Seguro, Maria do Carmo Fonseca, que curiosamente utilizou para a estratégia energética do País a mesma expressão que guiou o início da campanha eleitoral do atual Presidente: “Não podemos meter os ovos todos no mesmo cesto.”Isto, claro, numa alusão à necessidade de “diversidade” nas fontesde energia: “Não podemos fazer só investimento em nuclear, nem em renováveis.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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