Guerra no Irão já custou aos portugueses 1,16 mil milhões de euros a mais para abastecer o carro
Desde que a guerra no Irão empurrou o petróleo para lá dos 100 dólares o barril, os automobilistas nacionais deixaram nas bombas cerca de 1,16 mil milhões de euros a mais do que teriam pago se o gasóleo e a gasolina tivessem ficado nos preços da semana anterior ao conflito.
Segundo cálculos do ECO, a conta resulta do cruzamento dos preços médios semanais e do consumo mensal divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) entre março e 14 de setembro, tendo como ponto de partida 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel atacaram o Irão e abriram uma frente que fez disparar os mercados petrolíferos.
Na semana de 2 a 8 de março, ainda sem o choque a chegar às bombas nacionais, o gasóleo custava 1,6296 euros por litro e a gasolina 1,7028 euros. A meio de setembro, o diesel já superava os 2,10 euros e chegaria mesmo a um novo máximo do ano, 2,152 euros, na semana seguinte, enquanto a gasolina rondava os 2,07 euros, segundo dados da DGEG. Foi essa diferença, litro a litro, que os condutores pagaram ao longo de meio ano.
Ponderado pelo consumo, o gasóleo ficou em média 33 cêntimos acima do preço de referência e a gasolina 24 cêntimos. Multiplicado pelos volumes escoados, de cerca de 2,83 mil milhões de litros de gasóleo e 933 milhões de litros de gasolina no período, o encargo adicional chega a 933 milhões de euros no diesel e 222 milhões na gasolina , uma média de 6,1 milhões de euros por dia a sair do bolso de famílias e empresas.
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Ao contrário dos preços, o consumo, tanto de gasolina como de gasóleo, não seguiu a mesma linha reta ascendente. Em março, com a guerra ainda a instalar-se e o desconto do ISP a arrancar, o abastecimento de gasóleo saltou 14,4% em relação ao ano anterior e o de gasolina quase 11%, um padrão típico de quem antecipa o depósito antes de os preços dispararem mais.
A resposta a preços mais altos surgiu a seguir.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.