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Caso raro: cancro passou de uma gémea para a outra durante a gravidez

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Caso raro: cancro passou de uma gémea para a outra durante a gravidez

O caso envolve duas irmãs, Amelia e Amaya, que nasceram prematuramente após os médicos detetarem uma massa na face de uma das bebés.

Um novo estudo demonstrou que um tumor maligno pode passar de uma gémea para a outra ainda durante a gravidez.

Esta análise permitiu reconstruir a origem e a propagação de um sarcoma raro em duas gémeas monozigóticas, através da análise genética de amostras de tumores, tecidos saudáveis e placenta.

O caso envolve duas irmãs, Amelia e Amaya, que nasceram prematuramente após os médicos detetarem, através de uma ressonância magnética fetal realizada às 33 semanas de gravidez, uma massa na face de uma das bebés. Após o nascimento, foram identificados tumores em ambas.

As duas crianças morreram pouco tempo depois, tendo a família autorizado a realização de exames post-mortem para aprofundar a investigação científica.

Para determinar se os tumores tinham surgido de forma independente ou se um deles tinha sido transmitido entre as irmãs, os investigadores analisaram o ADN de várias amostras biológicas.

Os resultados demonstraram que o cancro teve origem numa das gémeas e que células malignas atravessaram a placenta partilhada , alcançando a outra bebé.

A análise sugere que esta transmissão ocorreu num único episódio, provavelmente durante o segundo trimestre da gravidez.

Os investigadores identificaram ainda alterações genéticas comuns aos tumores das duas crianças, que permitiram estabelecer a sua origem comum, esclarece a New Scientist .

A comparação com tecidos saudáveis revelou também informações inesperadas sobre a forma como as células embrionárias contribuíram para o desenvolvimento das gémeas e da placenta.

A transmissão de células cancerígenas entre indivíduos é extremamente rara. Embora já existissem casos documentados de transmissão de células pré-leucémicas entre gémeos, este estudo fornece evidências detalhadas de um mecanismo semelhante envolvendo um tumor sólido.

Os autores consideram que esta abordagem genética poderá ajudar a compreender melhor as fases iniciais do desenvolvimento dos cancros infantis e os mecanismos que permitem a sua disseminação antes do nascimento.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em zap.aeiou.pt — o conteúdo pertence a ZAP.

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