Fim de semana de luta: Das acampadas às 'manifs', saiba onde e quando
O fim de semana que está à porta será de uma grande mobilização social em Portugal, com manifestações e acampadas, motivadas principalmente pela discussão do Orçamento do Estado, pela crise da habitação e pela contestação aos salários e ao aumento do custo de vida.
E os protestos começam já hoje, sexta-feira, 16 de outubro, no Porto onde, aliás, desde o passado sábado que dezenas de jovens (e ontem milhares ) enchem a Praça D.João I, com tendas e palavras de ordem pelo direito à habitação.
Amanhã, sábado, 17 de outubro, as manifestações devem ganhar uma proporção ainda maior.
A CGTP-IN convocou um grande dia de luta descentralizado sob o mote do aumento geral dos salários, reforço dos serviços públicos (como o SNS e a Escola Pública) e combate ao aumento do custo de vida. Os desfiles estão marcados em (pelo menos) três cidades:
Ao mesmo tempo o movimento das acampadas, que começou no Porto, tem uma concentração marcada amanhã, 17 de outubro, também para Lisboa.
"Seguindo o exemplo da acampada pela habitação na Puerta del Sol , em Madrid, e por todas as que se seguiram, ocupamos as ruas de Lisboa para exigir o direito à habitação para todas as pessoas. A força desta luta está na organização coletiva, na solidariedade e na recusa de aceitar como inevitável uma crise que tem responsáveis e da qual há quem lucre. Queremos casas para viver, tempo para existir e cidades que pertençam a quem nelas vive", lê-se na publicação.
Sublinham os manifestantes que, "de Lisboa ao Porto, a luta é a mesma". "Toda a nossa força e solidariedade com a acampada do Porto, que persiste e resiste perante a violência policial e as tentativas de destruir aquilo que foi construído coletivamente. Podem tentar desmontar as tendas, mas não vão desmontar a nossa organização, a nossa solidariedade e a nossa luta. A habitação não se negocia, conquista-se coletivamente. Vem acampar connosco! 17 de outubro, às 17h, na Praça do Rossio", reiteram.
Recorde-se que a tensão em torno da crise na habitação escalou substancialmente nos últimos dias, após os fortes incidentes e a carga policial sobre os manifestantes acampados na Praça D. João I, no Porto.
O ambiente social permanece tenso, com várias frentes de debate acesas em resposta aos gritos que vêm das ruas. Os manifestantes prometem não ficar por aqui, enquanto os governantes apelam a que os protestos sejam realizados de forma "ordeira".
Recomenda-se precaução nas deslocações pelos centros urbanos de Lisboa, Porto e Coimbra no sábado, devido aos cortes de trânsito expectáveis durante os desfiles.
O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, saudou a forma "ordeira" como a manifestação pela habitação decorreu na quinta-feira.
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