Santana Lopes diz que ser sindicalista da UGT "deve ser mais difícil"
O presidente da Câmara da Figueira da Foz considerou hoje que "deve ser muito mais difícil" ser sindicalista da UGT do que pertencer a uma central sindical que "está sempre contra", numa alusão indireta à CGTP.
Numa intervenção na abertura do 15.º Congresso da União Geral dos Trabalhadores (UGT), que decorre na Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes começou por recordar nomes da central sindical, como José Manuel Torres Couto, João Proença, Rui Oliveira e Costa, José Veludo e António Cabecinha, cujo percurso disse admirar.
"Não posso deixar de dizer e prestar a minha homenagem a quem é sindicalista da UGT, até porque, sem dúvida nenhuma, deve ser muito mais difícil.
Deve ser mais fácil pertencer a uma central sindical que já se sabe que está sempre contra, do que pertencer a uma central sindical, cujos militantes, também ideologicamente, estão alinhados com partidos que se alternam, ou se tem alternado, no poder", afirmou, sem fazer referência direta à CGTP.
Para o social-democrata e autarca, é motivo de "respeito" quem se reconhece em medidas do Governo e sabe "estar nas trincheiras de batalha".
"Ter esse desassombro, essa coragem, essa ousadia, essa liberdade de espírito para se reconhecer nalgumas medidas que são tomadas, mas ao mesmo tempo saberem estar nas trincheiras de batalha quando é necessário, obviamente, que é motivo de respeito, consideração e admiração", acrescentou.
Pedro Santana Lopes disse que, como presidente de Câmara, procura "seguir esse exemplo: às vezes não estar de acordo, apesar de ainda recentemente ter regressado a um partido onde militei durante muitos anos", numa referência ao PSD.
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