Ed Sheeran reage a polémica com Macklemore, admite “erros” e rejeita ser “músico ativista”: quer concertos de “união, não divisão”
A polémica surgiu depois de Macklemore ter utilizado o palco da digressão para manifestar apoio ao povo palestiniano e pedir uma “Palestina livre”, durante dois concertos nos Estados Unidos.
Na sequência da decisão da promotora de dispensar o rapper, os restantes artistas que estavam previstos para abrir os concertos, entre eles Finneas e Lukas Graham, também abandonaram a digressão em solidariedade.
Ed Sheeran começou o concerto em Filadélfia referindo-se diretamente à polémica.
O cantor afirmou que nunca quis assumir o papel de “músico ativista”, mas que a situação o colocou no centro de “uma importante e agitada discussão sobre liberdade de expressão e a questão política mais complexa do planeta”.
O artista britânico sublinhou que a decisão de afastar Macklemore foi tomada pelos promotores e não por si.
A polémica acabou por ter impacto na digressão norte-americana, com uma descida no preço dos bilhetes e das vendas nos restantes concertos nos Estados Unidos.ainda que, embora esteja habituado a enfrentar críticas relacionadas com a sua música, desta vez a situação era diferente.
“Esta semana, as críticas foram sobre algo muito mais importante, e eu tive de tomar decisões difíceis.
Estou a cometer erros e peço imensa desculpa”, disse à plateia.
O cantor explicou também que queria esclarecer a sua posição sobre o conflito entre Israel e Palestina.
“Tentei, na minha carreira, não ser um comentador político de qualquer tipo, porque quero que a minha música e os meus concertos sejam sobre união, não divisão”, afirmou.
“Mas isto é uma questão humanitária e não posso esconder o que sinto mais.” Sobre os acontecimentos de 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou o festival de música Nova, descreveu-os como “horríveis” e falou de “séculos de dor judaica agravada”.
Sobre a situação em Gaza, classificou-a como “catastrófica, injustificável e desproporcional”.
“O meu coração está partido pela devastação e perda de vidas humanas, de vidas de crianças, e por esta injustiça sistémica que estamos a ver desenrolar-se na Cisjordânia.
Não pode ser ignorada”, afirmou.
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