Vítor Bento considera necessário que o sistema político “desloque a atenção” para a crise na habitação rapidamente
O presidente da Associação de Bancos Portugueses (APB), Vítor Bento, referiu, na sua rede social linkedIn, que não há soluções no “curto prazo” para o problema vivido no setor da habitação, apenas “remendos”.
O banqueiro considera necessário olhar para os números para entender esta situação.
2009-2015 2016-2025 Aumento das dormidas diárias (turismo) 40 85 Aumento da população residente -194 1055 Fogos licenciados para habitação 104 274 Fonte: LinkedIn de Vítor Bento.
Dados em milhares.
Na opinião do economista, aquando da abertura das portas à imigração, não houve uma preocupação com as implicações logísticas que esta abertura acarretava, como a habitação, saúde e educação.
“As consequências estão à vista nesses três setores”, escreveu na rede social, salientando que “não há soluções de curto prazo, só remendos, pelo que a correspondente insatisfação social pode continuar”.
Segundo Vítor Bento, o necessário para colmatar esta crise é “que o sistema político desloque a atenção, do seu umbigo para estes três problemas, tão cedo quanto possível, para encurtar o prazo das soluções eficazes”.
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