Venezuela presente em reunião de ministros da Energia do G20 nos Estados Unidos
A Venezuela estará representada esta semana na reunião dos ministros da Energia do G20 nos Estados Unidos a convite do Governo norte-americano, que procura explorar as reservas petrolíferas e mineiras do país sul-americano.
O encontro das maiores economias mundiais começou na segunda-feira em Houston, no Estado petrolífero do Texas, e prolonga-se até quarta-feira.
"Este encontro é particularmente promissor porque, além dos nossos convidados de honra, o Venezuela e a Polónia também estão representados", declarou o secretário do Interior, Doug Burgum, nas palavras introdutórias.
"Nos próximos dias ouvirão vários ministros que trouxemos do Venezuela falar sobre um dos principais objetivos do Presidente [dos EUA, Donald Trump], que é fazer das Américas o centro nevrálgico de uma energia acessível, fiável e segura", acrescentou, ao seu lado, Jarrod Agen, conselheiro da Casa Branca para questões energéticas.
Foi mencionada em particular a presença do ministro venezuelano responsável pelo setor mineiro, Héctor Silva.
Desde a captura do Presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças armadas norte-americanas, em janeiro, Donald Trump procura revitalizar a exploração das reservas petrolíferas do Venezuela, as maiores do mundo.
Esse acordo do empresário "vai trazer uma enorme vantagem a longo prazo para os Estados Unidos", afirmou na segunda-feira Doug Burgum.
Muitas refinarias norte-americanas foram concebidas para processar crude venezuelano, mas ficaram privadas dele nos últimos anos devido a sanções e dificuldades de abastecimento. Os fluxos recuperaram em 2026, atingindo níveis não vistos há oito anos, mas continuam modestos face ao pico do final da década de 1990.
Donald Trump espera que o novo fluxo de hidrocarbonetos compense as perturbações em cadeia provocadas pela guerra contra o Irão, que fez disparar os preços.
O Governo norte-americano evocou também na segunda-feira a dimensão dos jazigos venezuelanos de carvão, uma fonte de energia altamente poluente que a Administração procura relançar, tendo revogado no mesmo dia algumas medidas sobre emissões das centrais elétricas.
Segundo o gabinete de Doug Burgum, responsável pela gestão e exploração das terras federais, Washington e Caracas "procuram concluir novos acordos energéticos", sublinhando a presença no G20 Energia de empresas norte-americanas "que, há 25 anos, produziam massivamente carvão venezuelano".
"À medida que reconstruímos a rede elétrica no Venezuela, vamos também precisar de mais eletricidade para o consumo local", que poderá ser assegurado pelo recurso ao carvão, acrescentou Burgum.
A guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão restringiu as exportações de hidrocarbonetos do Médio Oriente e fez explodir os preços dos combustíveis, com um galão (3,78 litros) de gasóleo nos EUA a ultrapassar agora em média os 6,23 dólares, segundo a Associação Automóvel Americana, um recorde máximo.
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