L’Oréal e FCT premeiam projetos que prometem mudar futuro da saúde e do ambiente
Os quatro projetos vencedores das Medalhas de Honra L’Oréal para as Mulheres na Ciência deste ano têm o mesmo berço: a Universidade do Porto.
Ana Esteves e Fátima Santos da FEUP – Faculdade de Engenharia – e Cláudia Martins, do i3S/UP, e Inês Alves, do i3S/UP/UA, são as laureadas da 22.ª edição da iniciativa.
Promovido pela L’Oréal em conjunto com a FCT, o prémio distingue anualmente investigadoras com projetos promissores nas áreas das Ciências, Engenharias e Tecnologias aplicadas à Saúde e ao Ambiente, para que o talento feminino em Portugal se traduza em soluções concretas para a sociedade.
No total são 60 mil euros, destinando 15 mil a cada cientista.
“Ao apoiar estas quatro investigadoras, estamos a investir no conhecimento que transforma o país e a dar-lhes a autonomia, os recursos e o palco necessários para consolidarem os seus percursos.
O trabalho notável que desenvolvem diariamente demonstra não só que a ciência precisa do olhar e da liderança das mulheres, mas também que é através dele que encontramos respostas para os maiores desafios do nosso tempo”, afirma Gonçalo Nascimento, Country Coordinator da L’Oréal em Portugal.
Criado globalmente em 1998 pela L’Oréal e pela UNESCO, e adaptado para Portugal em 2004 através da parceria com a FCT, o For Women in Science nasceu com a missão de combater a sub-representação feminina na investigação e eliminar as barreiras de género que travam o progresso científico.
Medalhas de Honra L’Oréal para as Mulheres na Ciência: as vencedoras e os seus projetos Ana Esteves – LEPABE, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Procura identificar novas estratégias que tornem a produção de microalgas mais eficiente, sustentável e economicamente viável, abrindo caminho à utilização destes organismos em larga escala pela indústria.
O projeto explora o efeito combinado de diferentes espetros de luz e frequências sonoras para promover o crescimento e induzir o agrupamento natural das microalgas, facilitando a sua separação da água com menor consumo de energia e sem aditivos químicos.
Numa fase posterior, integrará modelos de inteligência artificial para otimizar os processos no âmbito da bioeconomia circular.
Cláudia Martins – i3S, Universidade do Porto Estuda uma nova forma de combater as células cancerígenas residuais de glioblastoma – o tumor cerebral maligno mais frequente e agressivo em adultos – que permanecem no cérebro após a intervenção cirúrgica.
A investigadora desenvolve um pequeno implante concebido para ser colocado no local onde o tumor foi removido, atuando como um reservatório inteligente de medicamentos.
O dispositivo combina a libertação faseada e localizada de quimioterapia, o bloqueio dos mecanismos de resistência celular e uma terapia inovadora para travar a proliferação tumoral.
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