Privatização da TAP. O que a Lufthansa prometeu ao Governo?
A proposta da Lufthansa para privatização da TAP cumpre as "condições estratégicas e críticas" exigidas pelo Governo português, garantiu o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.
Estão garantidas a "conectividade territorial com as ilhas, com a lusofonia, salvaguarda da marca TAP e o hub em Lisboa" , declarou o ministro na conferência de imprensa após conselho de ministros extraordinário na manhã desta quarta-feira, 14 de outubro, quando foi anunciado o resultado do processo.
Pinto Luz destacou que está garantido também "o respeito absoluto pelos trabalhadores e pela estabilidade laboral" e que "os acordos de empresa serão escrupulosamente garantidos".
Domínio do Atlântico e reforço na frota Segundo o ministro, a proposta da Lufthansa prevê, no caso do hub aéreo, um reforço de rede.
"Garantimos a plataforma para o Brasil e para todos os mercados lusófonos e a manutenção da TAP no grupo Star Alliance", declarou Pinto Luz.
Atualmente, a Lufthansa detém 9% da quota de mercado na América Latina.
Com a TAP, vai aumentar para 20%.
"É manifestamente uma posição de relevo", afirmou o ministro.
"Depois, uma grande joint venture com a United Airlines e com a Air Canada que nos permite olhar para o futuro com o reforço do Atlântico Norte", pontuou.
"A TAP já era forte no Atlântico Sul, começava a ser forte no Atlântico Norte e, com esta parceria com o grupo Lufthansa, passará a ser o grande player do Atlântico Sul e Norte", completou Pinto Luz.
Está previsto um aumento da frota para 117 aeronaves até 2035 e para 130 depois desta data , com o novo aeroporto de Lisboa.
Além disso, a Lufthansa comprometeu-se a transferir até oito aviões Airbus A350-900 até 2030, sendo estes os maiores aviões da marca, e a modernizar a "já velhinha frota da Portugália", disse o ministro.
As operações de manutenção da TAP vão estar integradas na Lufthansa Technik, "uma rede à escala global, dando mais capacidade", com 350 milhões de euros de investimento no centro em Santa Maria da Feira e criação de mais de 700 postos de trabalho.
Segundo o Governo, o grupo alemão apresentou uma proposta 16% superior ao concorrente, o grupo Air France-KLM, e com "menor grau de incerteza".
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