Violação em grupo: Universidade de Cornell proíbe festas de fraternidades
A Universidade de Cornell suspendeu as festas em fraternidades até, pelo menos, ao final do ano letivo 2026/2027, na sequência da denúncia de uma violação em grupo decorrida em 2024.
A informação, que está sujeita a prolongar-se para 2027 mediante avaliação, foi dada em comunicado na terça-feira.
Na nota emitida pelo presidente da universidade, Michael Kotlikoff, é também referido que o caso está a partir de agora a ser investigado pela polícia do estado de Nova Iorque.
Segundo o comunicado, que pode consultar aqui , a partir de agora existirá uma política de tolerância zero em caso de incumprimento desta norma, oq ue implicará a suspensão de alguma fraternidade se esta organizar algum evento.
"Medidas assim darão tempo para uma análise minuciosa da vida nas fraternidades de Cornell, a fim de determinar se - e de que maneira - ela pode continuar com segurança", escreveu Kotlikoff.
A Universidade de Cornell tem mais de 20 fraternidades.
Questionada pela Associated Press, a instituição não detalhou mais pormenores acerca destas medidas de tolerância zero, não sendo claro, para já, se a proibição destas festas se estende a situações fora do campus universitário.
Não é a primeira vez que Cornell proíbe festas de fraternidades.
Em 2022, a universidade suspendeu todos os eventos sociais de forma temporária depois de relatos de agressões sexuais e de estudantes serem drogados em casas relacionadas com estes grupos.
Três anos antes, em 2019, um caloiro, Antonio Tsialas, foi encontrado morto num desfiladeiro após um alegado incidente durante uma praxe académico.
No ano anterior, membros de uma fraternidade disputaram entre si para eleger um que tivesse tido relações sexuais com mulheres acima do peso.
Na nota emitida na terça-feira, o presidente da universidade "lamentou profundamente o sofrimento causado a Jane Doe [nome fictício usado no processo] em 2024".
"Estou consternado com o facto de esse ato de violência sexual ter ocorrido na nossa comunidade de Cornell.
É evidente que as mulheres no nosso campus continuam a questionar a sua segurança.
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