Ataque russo a comboio ucraniano "visou assustar"
A Ucrânia e a Polónia denunciaram no domingo os ataques russos que danificaram um comboio com destino a Varsóvia, muito perto da fronteira polaca, num local por onde tinha passado um outro comboio que transportava autoridades europeias.
Kallas, que se encontra em Rovaniemi, na Finlândia, para a cimeira europeia do Ártico, disse que o ataque "visou assustar" os países ocidentais para que deixem de apoiar a Ucrânia e desistam de enviarem representantes ao país em demonstrações de apoio.
Os ataques de domingo ocorreram uma semana depois da visita de emissários norte-americanos a Moscovo e Kyiv, destinada a retomar as negociações conduzidas sob a égide de Washington para pôr fim ao conflito.
Um drone russo atingiu a locomotiva do comboio de passageiros que fazia a rota Kyiv-Varsóvia, a dois quilómetros da fronteira com a Polónia, país-membro da NATO e da UE, sem fazer vítimas, disseram as autoridades de ambos os países.
Varsóvia disse que um outro drone atingiu um posto de abastecimento de combustível junto a um posto fronteiriço, também do lado ucraniano.
A companhia ferroviária ucraniana, que já tinha referido um ataque contra as infraestruturas de caminho-de-ferro, esclareceu que a locomotiva atingida estava na estação fronteiriça de Yahodyn e pertencia a um comboio que tinha sido evacuado 15 minutos antes.
No entanto, segundo a operadora Ukrzaliznytsia, "é muito provável" que o ataque russo tivesse como alvo um outro comboio, que transportava "consultores de segurança e antigos líderes europeus, incluindo o antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson", e que tinha acabado de passar por Yahodyn.
Kallas, que criticou o ataque russo na fronteira entre a Ucrânia e a Polónia, participa na cimeira que vai reunir líderes da União Europeia no norte da Finlândia para discutir a forma de reforçar a presença do bloco europeu no Ártico, região onde as tensões geopolíticas se agravaram nos últimos meses.
A cimeira vai decorrer sete meses depois de o Presidente norte-americano Donald Trump ter ameaçado, pela terceira vez, tomar a Gronelândia, território autónomo dinamarquês, desencadeando uma crise entre os aliados ocidentais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.