Rosa Sousa é eleita presidente da UGT com 413 votos a favor
A social-democrata Rosa Sousa foi hoje eleita presidente da UGT para o próximo quadriénio, com 413 votos a favor, 78 votos contra, 17 votos brancos e quatro nulos, substituindo Lucinda Dâmaso no cargo, que ocupa desde 2013.
Licenciada em História e com uma pós-graduação em História Cultural e Política, Rosa Sousa é presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado e de Entidades com Fins Públicos (STE) desde dezembro de 2025, tendo antes desempenhado cargos de tesoureira e vice-presidente na mesma estrutura.
A eleição de Rosa Sousa no 15.º Congresso da UGT, que termina hoje na Figueira da Foz, sucede após um impasse na proposta de candidato a suceder a Lucinda Dâmaso na presidência da central sindical.
Dentro da UGT há um acordo implícito que dita que os Trabalhadores Social Democratas (TSD) indicam o candidato a presidente e a tendência socialista escolhe o candidato a secretário-geral, ainda que os estatutos admitam que podem apresentar-se outros candidatos a Congresso, desde que reúnam os apoios necessários (20% dos delegados), o que nunca aconteceu na história da UGT.
Os TSD chegaram a propor o nome do deputado do PSD e presidente do SINTAP Francisco Pimentel ao secretariado nacional, contudo, a proposta não reuniu consenso e chegou a ser rejeitada pelo órgão executivo máximo da central sindical.
Perante este "impasse", os TSD reuniram de emergência na quarta-feira, tendo escolhido a ex-autarca como a candidata final.
Ligada atualmente à Direção-Geral das Artes no Ministério Público, além de dirigente sindical, Rosa Sousa conta com um percurso político, tendo sido presidente da freguesia Coração de Jesus (atualmente freguesia de Santo António), em Lisboa.
Rosa Sousa sucede à social-democrata e ex-presidente do PSD Lucinda Dâmaso, que foi presidente da UGT entre abril de 2013 e hoje.
O socialista Mário Mourão foi reeleito para um segundo mandato como secretário-geral da UGT, com 449 votos a favor, 46 votos contra, 14 brancos e três nulos.
Mário Mourão é presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal (SBN), ex-Sindicato dos Bancários do Norte, desde 2005, e também secretário-geral da Tendência Sindical Socialista (TSS).
Criada em 28 de outubro de 1978, numa Assembleia Constitutiva em que foram aprovados os seus estatutos e a declaração de princípios provisórios, a UGT viria a transformar-se formalmente em central sindical em janeiro do ano seguinte.
A criação da segunda central sindical do país resultou de um movimento surgido em 1976, o "Movimento Carta Aberta", que criticava a atuação da Intersindical.
Em janeiro de 1979, realizou-se no Porto o primeiro congresso da UGT, em que o socialista Torres Couto foi eleito secretário-geral e o social-democrata Miguel Pacheco escolhido para presidente.
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