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Revolut foi vítima de usurpação de identidade e partilhou dados de clientes com atacante

Diário de Notícias ·
Revolut foi vítima de usurpação de identidade e partilhou dados de clientes com atacante

A Revolut foi alvo de um esquema de usurpação de identidade que a levou que a partilhar dados de clientes com um terceiro que fingia ser uma agência governamental, não havendo fundos financeiros comprometidos, confirmou hoje a empresa.

Um porta-voz do grupo bancário confirmou à Lusa que “a Revolut identificou recentemente um esquema sofisticado de usurpação de identidade por terceiros, no qual uma entidade não autorizada utilizou um endereço de ‘e-mail’ com o domínio de uma agência governamental legítima para enviar pedidos de informação fraudulentos”.

“ Assim que a situação foi detetada, o endereço foi imediatamente bloqueado e a agência governamental relevante foi alertada , bem como as autoridades policiais, as entidades de proteção de dados e os reguladores financeiros”, garante a empresa.

“Os sistemas da Revolut e os fundos dos clientes não foram afetados”, assegura a empresa, que garante que há um “número limitado de pessoas” visadas e que os clientes foram contactados diretamente para serem informados e para receberem apoio.

Segundo fonte próxima do processo citada pela AFP, foram afetados 680 clientes.

A Revolut não confirmou se há portugueses entre os clientes cujos dados foram expostos.

De acordo com o jornal Financial Times , a fuga de dados diz respeito a moradas, fotografias de verificação, documentos de identificação e ainda informações relativas à atividade associada a ‘bitcoins ’.

O jornal entrou em contacto com os piratas informáticos que alegam estar na origem do incidente, que terão trocado ‘e-mails’ com o banco durante vários meses sob essa identidade falsa.

Os alvos são clientes detentores de volumes significativos de criptoativos, nomeadamente na Suíça e em França.

A autoridade britânica de proteção dos dados (Information Commissioner's Office - ICO) confirmou à AFP ter “recebido uma denúncia”, encontrando-se a “analisar as informações fornecidas”.

Fundada em 2015, a Revolut foi uma das pioneiras nos serviços financeiros para uso por telemóvel, contando neste momento com mais de 80 milhões de clientes em todo o mundo.

No início, concentrou-se na conversão de moedas e em transferências de dinheiro simplificadas para os seus utilizadores.

A rapidez da expansão da empresa suscitou críticas quanto à sua capacidade de cumprir a regulamentação financeira, nomeadamente no que diz respeito à fraude e ao branqueamento de capitais.

Revolut promete investir 159 milhões de euros na Suíça e solicita licença para se tornar banco local

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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