Finanças Pessoais – Como aforrar (não investir) com risco de quase zero
Queremos poupar, o dinheiro é pouco e foi difícil obtê-lo.
Por isso, o primeiro pensamento é saber onde procurar uma solução com risco zero e que nos dê algum rendimento.
Deixar o aforro debaixo do colchão não rende e é perigoso e, por isso, a maioria dos portugueses procuram soluções com garantias.
O primeiro pensamento é o depósito a prazo, mas este, sistematicamente, tem um rendimento líquido, ou seja, depois de pago o imposto que é geralmente retido pelo banco, o que fica não cobre a inflação, e que se situa atualmente (setembro de 2026) nos 3,6%, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística.
Pensamos numa segunda opção: os produtos do Estado.
São melhores, mas implica permanência em prazos longos, como veremos mais adiante, e não permite liquidez imediata.
Temos ainda fundos de tesouraria, mas com rendimentos muito baixos ou depósitos bancários estruturados com garantia do investimento, mas isso significa que o colateral a que está indexado este produto, pode gerar zero ao fim de 18 ou 24 meses.
Foi tempo e dinheiro perdidos.
A segunda grande questão, que se coloca a quem não quer ter risco, é que não há verdadeiramente um produto com risco zero.
Haverá sempre algum risco, nem que seja em teoria e que nunca tenha acontecido.
Um banco pode não garantir os depósitos em caso de insolvência e o Fundo de Garantia de Depósitos, um suporte público que funciona como garantia de depósitos bancários tradicionais até 100 mil euros por depositante e por conta, pode não ser suficiente.
E caso garanta o depósito, é apenas sobre o montante referido e não sobre todo o depósito.
Podemos ainda procurar outras opções de investimento, mas o risco existe, podendo ser mitigado, ou podemos procurar um produto onde, de forma sensata e racional, se perceba que existe menos probabilidade de complicações.
Por isso, a recomendação, antes de detalharmos as soluções, é que é conveniente ter um aforro num Produto que renda pouco, mas com elevada segurança, um depósito bancário ou um produto do Estado, e manter liquidez em casa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.