Lee Ufan expõe em Serralves e cria pintura mural numa das paredes da Casa
É a primeira grande exposição em Portugal do pintor e escultor sul-coreano, anuncia a Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea sobre Lee Ufan: Fragmentos do Infinito , que abriu esta sexta-feira, 16 de outubro, na Casa de Serralves e no Parque circundante.
Ao ar livre são exibidas três esculturas, "criando encontros diretos entre pedra, aço e o ambiente envolvente", diz a instituição em comunicado.
No interior da Casa estão outras três esculturas e quatro "pinturas meditativas".
O artista fará também uma obra nova para a Casa de Serralves, uma pintura mural.
"Durante a sua permanência em Serralves, Lee Ufan irá criar uma nova obra concebida especificamente para o espaço, numa das salas da Casa.
Executada diretamente sobre a parede , a pintura resulta de um exercício disciplinado em que respiração e ritmo são harmonizados, dando corpo à prática meditativa do artista", anuncia a Fundação de Serralves.
Uma das esculturas da série 'Relatum', feitas com grandes pedras naturais e material industrial, como aço e vidro.
A curadoria desta exposição é de Philippe Vergne, e o que se propõe é "uma reflexão rigorosa sobre as relações entre interior e exterior, objeto e paisagem, e sobre a experiência percetiva que o artista tem vindo a desenvolver ao longo do seu percurso, reafirmando a arte como um diálogo contínuo e ativo com o mundo", sublinha o comunicado.
Philippe Vergne realça o "rigor filosófico e estético intransigente" de Lee Ufan.
"A sua utilização dos materiais, a sua linguagem, a sua sintaxe, tornaram-se cada vez mais profundas, precisas e exigentes ao longo dos anos.
As suas pinturas e esculturas fazem-nos ver aquilo que é impercetível: a natureza do espaço, da luz, do tempo.
Convida-nos a valorizar e a proteger aquilo que é efémero, aquilo que é mais vulnerável.
Estar perante a obra de Lee Ufan é uma lição de humildade, pois recorda-nos que somos, no espaço e no tempo, um pequeno fragmento do infinito", afirma o curador.
Já o artista revela que preparou esta exposição "tendo presente que, para além da riqueza da sua envolvente natural, Serralves é também um lugar imbuído de um espírito particular, onde o tempo se faz sentir".
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