Ex-ministro da Defesa ucraniano chamado a comissão sobre corrupção
A audição foi marcada para 31 de agosto, disse Alexei Goncharenko numa publicação nas redes sociais, citado pela agência espanhola Europa Press (EP).
Goncharenko disse que a citação já foi enviada a Fedorov no âmbito das investigações sobre possíveis violações das leis de defesa.
As investigações realizam-se também no âmbito da legislação que estabelece os direitos e liberdades civis durante a lei marcial decretada em resposta à invasão russa, que começou em fevereiro de 2022.
“A presença [de Fedorov] é necessária para prestar explicações e esclarecimentos no âmbito da investigação das informações relativas à operação ‘Midas’”, disse o deputado.
A operação em causa foi lançada em novembro de 2025, pelo Departamento Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e pela Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAPO).
Fedorov, 36 anos, foi ministro da Defesa entre janeiro e julho de 2026, depois de ter sido, durante três anos, responsável pela área da transformação digital.
A demissão de Fedorov provocou protestos na Ucrânia por ter ocorrido quando contava apenas seis meses no cargo e no meio de uma disputa pessoal com o então comandante-em-chefe das Forças Armadas, Oleksandr Sirski.
A operação ‘Midas’, que gira em torno de uma rede em grande escala no setor energético, particularmente em torno da empresa de energia nuclear estatal Energoatom, já é considerada como o maior escândalo político da Ucrânia.
A investigação conseguiu desmantelar um amplo esquema de subornos e branqueamento de capitais no setor energético estatal, envolvendo diretamente o círculo mais íntimo do Presidente, Volodymyr Zelensky.
Fedorov apelou, há uma semana, para a realização de eleições, que Zelensky tem recusado devido à guerra.
“Devemos encontrar um mecanismo legal, seguro e realista que permita à Ucrânia restaurar um processo democrático pleno mesmo no meio de uma guerra prolongada”, defendeu o ex-ministro.
“A democracia não pode ser feita refém da Rússia”, argumentou Fedorov num vídeo divulgado nas redes sociais em 18 de agosto.
Fedorov reafirmou no domingo a defesa da realização de eleições numa entrevista à televisão britânica BBC, em que também defendeu que Zelensky deve responder pelos alegados casos de corrupção na sua administração.
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