Protesto de mais de 400 camiões na sexta-feira: por onde vai passar a marcha lenta
A marcha lenta vai começar pelas 7h30, junto à entrada de Lordelo da A42, no distrito do Porto.
A partir daí, os veículos seguem pela A42 e entram depois na A41, no sentido norte-sul.
O percurso prossegue pela A1, também no sentido norte-sul, até à saída de Coimbra Sul, onde está previsto o fim do protesto.
A iniciativa é apresentada pelos promotores como um “protesto contra o aumento do gasóleo e o tratamento discriminatório por parte do Governo”.
O objetivo é chamar a atenção para o impacto do aumento dos combustíveis nas empresas do setor e reclamar “respostas concretas” e medidas de apoio semelhantes às existentes para outros setores dos transportes.
Miguel Machado Mendes, advogado do Movimento Marcha Lenta explicou à Lusa, cita a SIC Notícias , que a marcha lenta resulta de “um movimento espontâneo de uma série de empresas do ramo das terraplanagens, movimentação de terras, extração de inertes e transportes”, um subsetor da construção civil que considera estar “muito exposto e vulnerável ao aumento do custo das energias”.
Segundo Miguel Machado Mendes, “o gasóleo é um custo de produção que significa quase 70% do preço final” apresentado por estas empresas aos clientes.
O advogado considera que “a subida histórica do preço dos combustíveis está a colocá-las diante de um cenário insustentável”.
Desde 27 de fevereiro deste ano, o preço do gasóleo em Portugal passou de 1,59 euros para 2,22 euros por litro, uma subida de 63 cêntimos.
As empresas dizem sentir-se “discriminadas pelas recentes medidas de incentivo do Governo”, por estas não abrangerem o seu setor, e reclamam “descontos profissionais idênticos aos do setor dos transportes de passageiros e mercadorias”.
A manifestação acontece depois de o Governo ter aprovado, na semana passada, em Conselho de Ministros, um conjunto de medidas para mitigar o impacto da subida dos combustíveis.
Entre elas está um apoio extraordinário entre 118 e 458 euros por veículo para o transporte de mercadorias e veículos de pronto-socorro, num total de 30 milhões de euros, e um apoio de 420 euros por autocarro para operadores privados de transporte de passageiros, num envelope de cinco milhões de euros.
Para os empresários das terraplanagens, estas medidas “não são suficientes”.
Os organizadores defendem que “as empresas pequenas nunca recebem nada” e reclamam apoios que tenham em conta os custos suportados pelo setor.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.