Ucrânia: Órgão militar supremo da NATO visita Kyiv em outubro
"Em outubro, esperamos a visita do Comité Militar da NATO à Ucrânia. A última vez que se produziu uma visita deste tipo foi há oito anos" , assinalou Drapatii numa mensagem nas redes sociais, citado pela agência espanhola EFE.
O Comité Militar da NATO reuniu-se pela primeira vez na Ucrânia em abril de 2018, quando era liderado pelo então general Petr Pavel, atual Presidente da República Checa.
O comité, presidido atualmente pelo almirante italiano Giuseppe Cavo Dragone, é a mais alta autoridade militar da NATO e desempenha um papel crucial na definição da política, da estratégia e das operações militares.
Drapatii disse que no primeiro contacto oficial com Cavo Dragone o informou sobre a situação da guerra que a Ucrânia trava com a Rússia desde que foi invadida em fevereiro de 2022, e sobre as prioridades das forças ucranianas.
"Falámos separadamente sobre a defesa antiaérea. A proteção dos céus é a minha prioridade", afirmou Drapatii, que assumiu recentemente o comando das forças armadas ucranianas.
Drapatii lembrou que o oficial italiano já visitou três vezes a Ucrânia, onde pôde ver a situação no terreno em primeira mão.
Disse ainda que a Ucrânia não só recebe apoio dos aliados, como também possui uma experiência em combate que "hoje em dia mais ninguém tem e que contribui para a segurança de toda a Aliança".
No início de julho, a Ucrânia foi oficialmente reconhecida ao nível da NATO como um país que contribui para a segurança transatlântica.
Os aliados comprometeram-se com 70 mil milhões de euros em assistência militar a Kiev e confirmaram o compromisso de fornecer pelo menos um nível equivalente de apoio em 2027.
Também nas redes sociais, Cavo Dragone afirmou que o que está em jogo na guerra na Ucrânia não é apenas a segurança dos ucranianos, mas de todos os membros da Aliança Atlântica.
"A segurança da Ucrânia é a nossa segurança", disse o presidente do órgão militar da organização de 32 países, incluindo Portugal, com sede em Bruxelas.
"Reafirmei o apoio militar contínuo da NATO enquanto a Ucrânia defende bravamente a soberania e integridade territorial", escreveu.
Disse que "por toda a Europa e América do Norte, os Aliados estão a aumentar a produção de defesa, a acelerar as entregas e a manter o equipamento necessário" para manter a segurança e apoiar a Ucrânia.
"Continuaremos ao lado da Ucrânia para ajudar a alcançar uma paz justa e duradoura", acrescentou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.