Empresas e famílias devem reduzir consumo de combustíveis, aconselha ministro da Economia
A “primeira medida” para ajudar a travar a escalada dos preços dos combustíveis é “empresas e famílias fazerem tudo para evitar o consumo”, defendeu esta quinta-feira o ministro da Economia , à margem do Conselho de Competitividade, em Bruxelas.
Manuel Castro Almeida reconheceu que “há um problema sério com os preços da energia”, mas o Governo não vai pôr em risco as contas públicas certas .
“Para já estamos dependentes das decisões individuais das famílias e empresas, que têm de fazer tudo para evitar o consumo”, disse Castro Almeida, sublinhando que a única forma de “regular os mercados” é “através da oferta e da procura”.
“Se puderem escolher, o conselho que damos é: consumam menos” , acrescentou.
Combustíveis a caminho de subida de 16% na reta final do ano Ler Mais “Quanto menos combustíveis forem consumidos, mais isso facilita o abaixamento dos preços.
Essa é a primeira medida.
Para já estamos dependentes das decisões individuais das famílias e empresas”, sublinhou.
A opção do Executivo tem sido garantir que “não ganha com a guerra” — o que é recebido a mais no IVA é devolvido no ISP para assegurar a neutralidade fiscal (medida que será prolongada até ao final do ano) — e “dar apoios seletivos: aos transportadores, para evitar que reproduzam nas prateleiras do supermercado o aumento dos custos dos transportes, e aos agricultores para evitar a subida dos preços dos alimentos e consequentemente da inflação”.
O transporte de mercadorias e os veículos de pronto-socorro vão ter um apoio extraordinário de 118 a 458 euros por veículo, num total de 30 milhões – uma medida considerada insuficiente e, por isso, está agendada para sexta-feira uma marcha lenta de camiões – e os operadores privados de transporte de passageiros vão receber 420 euros por autocarro, num montante global de cinco milhões de euros.
Para os agricultores vai ser prolongado até final do ano o apoio de dez cêntimos por litro para o gasóleo profissional, usado nos setores da agricultura e florestas.
E foi lançado um pacote de 40 milhões de euros para apoiar os produtores afetados pelos preços dos fertilizantes e da energia, que acresce ao montante extraordinário de 20 milhões de euros, totalmente pago em julho.
Só coligação negativa aprova descida do IVA dos combustíveis Ler Mais Castro Almeida reiterou que “o aumento de preços em Portugal está em linha com o aumento em toda a Europa” .
“A opção que tomámos, e é muito definitiva, é que não vamos desequilibrar as contas públicas por causa disto.
Mas não somos insensíveis ao sofrimento das famílias”, sublinhou.
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