Bons ventos na energia apontam para novos lucros recorde na bolsa nacional após semestre histórico
Entre ventos e tempestades, guerras e subida de preços, as empresas da bolsa portuguesa conseguiram fechar a primeira metade do ano com mais um conjunto de resultados histórico .
As cotadas do índice PSI fecharam o semestre com lucros acima de 3,6 mil milhões de euros , um resultado sustentado pelos ganhos da energia e da banca, que juntas valem 62% dos lucros e mais que compensaram a perda de rentabilidade das exportadoras e a estagnação da Jerónimo Martins.
Com as gigantes do índice a apontarem para números acima das suas expectativas para o acumulado do ano, tudo aponta para um novo ano recorde de rendibilidade na bolsa lisboeta .
As 15 cotadas do PSI — a Ibersol apenas apresenta contas a 14 de setembro — lucraram 3.658,2 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, contabilizando o impacto da venda da Secil nas contas da Semapa.
Excluindo este efeito, a rentabilidade das empresas da bolsa lisboeta situou-se em 3.142 milhões, 13,4% acima dos 2.771,3 milhões reportados no período homólogo de 2025, segundo os resultados apresentados pelas empresas.
A sustentar esta evolução positiva esteve, uma vez mais, o Grupo EDP, a Galp Energia e o BCP .
Juntas, estas quatro empresas r epresentaram mais de 62% dos lucros, num período que ficou marcado por uma grande discrepância de performances .
Enquanto as exportadoras sofreram nas suas contas o efeito negativo do comboio de tempestades e da subida de preços provocada pela guerra no Irão, a energia e a banca floriram.
Contas feitas, das 15 que já mostraram contas, seis — ou sete se excluirmos o impacto da Secil na Semapa — apresentaram uma evolução negativa, enquanto as restantes viram a sua rentabilidade melhorar, apesar do ambiente de grande instabilidade que marcou a primeira metade de 2026.
“Embora todas as sociedades tenham reportado resultados positivos, a época de resultados não foi entusiasmante, mas também não foi dececionante “, refere a Maxyield numa análise aos resultados, destacando “uma aceleração do crescimento dos lucros, face ao aumento homólogo de 6,4% observado no 1º trimestre do ano para o universo empresarial PSI”.
Com sete empresas a baixarem o nível de resultados, excluindo o efeito da venda da Secil na Semapa, a Maxyield realça que houve “um aumento da concentração dos lucros “, com as empresas da energia e o BCP a pesarem mais no balanço global.
E, tendo em conta as perspetivas destas cotadas para o resto do ano, 2026 deverá voltar a ser um ano de recordes.
Lucros da Galp disparam 44% até junho.
Vai subir o dividendo Ler Mais A campeã dos lucros foi a Galp, com um resultado líquido de 812 milhões de euros , com a petrolífera a lucrar mais 247 milhões, ou 43,7%, que no primeiro semestre de 2025.
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