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PSP avança contra acampada em Lisboa e manifestantes desmontam tendas no Porto

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PSP avança contra acampada em Lisboa e manifestantes desmontam tendas no Porto

O Corpo de Intervenção da Polícia de Segurança Pública (PSP) interveio esta madrugada para retirar as tendas que se mantinham na Praça D.

Pedro IV, no Rossio, tendo detido alguns manifestantes que alegadamente resistiram.

De acordo com imagens transmitidas pelas televisões, pouco antes das 6h, a PSP deu um ultimato aos presentes, exigindo o fim da Acampada, numa operação lançada em simultâneo contra o acampamento no Porto.

Os manifestantes começaram por formar um cordão humano para atrasar a intervenção da PSP, mas o Corpo de Intervenção avançou contra o grupo e realizou várias detenções, tendo alguns ativistas acusado os agentes policiais de agressões.

No Porto, o grupo que estava há uma semana acampado na Praça D.

João I em protesto pela falta de habitação, decidiu esta madrugada desmontar o acampamento perante a ameaça de uma intervenção policial.

A situação foi idêntica ao que aconteceu na cidade de Lisboa, com a PSP a efetuar um ultimato aos presentes, exigindo a retirada das dezenas de tendas e ameaçando com a detenção dos resistentes.

Na segunda-feira à noite, um total de 35 pessoas tinha votado, em assembleia popular, permanecer acampada na cidade do Porto.

O Corpo de Intervenção da Polícia de Segurança Pública (PSP) interveio para retirar as tendas que se mantinham na Praça D.

Pedro IV, no Rossio, tendo detido alguns manifestantes que alegadamente resistiram Lusa “As pessoas sentem-se muito, muito presas”, afirma porta-voz da Acampada A Acampada de Lisboa, que pela terceira noite consecutiva se manteve numa praça da capital contra a crise social atual, registou “uma adesão crescente” e de “todo o tipo de pessoas” e exige que as suas “reivindicações sejam atendidas”.

A adesão ao protesto que se instalou na Praça D.

Pedro IV, no Rossio, desde sábado, responde à situação política e à necessidade de “uma válvula de escape”, porque “as pessoas sentem-se muito, muito presas” , constata António Tonga, um dos porta-vozes da Acampada de Lisboa, em declarações à Lusa.

“Há uma prevalência de pessoas jovens, porque mal seria e estranho seria se assim não fosse, mas temos aqui todo o tipo de pessoas, (…) porque isto é algo que toda a gente sente, de uma forma ou de outra”, nota.

“ Há uma dificuldade enorme, (…) as despesas com habitação significam muito no planeamento familiar, no planeamento individual, na sobrevivência, na subsistência das pessoas e, portanto, quando veem um movimento que, de alguma forma, quebra uma certa barreira, elas aderem” , aponta.

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