Endividamento da economia dispara para 894,0 mil milhões no 1.º semestre
N o primeiro semestre de 2026, o endividamento do setor não financeiro (administrações públicas, empresas e particulares) aumentou 39,6 mil milhões de euros, para 894,0 mil milhões de euros, divulgou o Banco de Portugal (BdP), esta sexta-feira.
"Deste total, 500,3 mil milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 393,6 mil milhões de euros ao setor público (administrações públicas e empresas públicas)", nota o supervisor da banca, em comunicado .
"Esta evolução refletiu, sobretudo, o acréscimo do endividamento junto do exterior (+15,3 mil milhões de euros), decorrente do investimento líquido de não residentes em títulos de dívida pública portuguesa (+15,1 mil milhões de euros, dos quais +13,4 mil milhões de euros em títulos de longo prazo)", explicou o supervisor da banca.
Além disso, "verificou-se também um aumento do endividamento do setor público perante as administrações públicas (+4,1 mil milhões de euros), os particulares (+1,8 mil milhões de euros) e o setor financeiro (+1,7 mil milhões de euros)".
"Pelo contrário, diminuiu o endividamento junto das empresas (-0,3 mil milhões de euros)", conclui o BdP.
Por sua vez, o endividamento do setor privado aumentou 17,0 mil milhões de euros.
"O endividamento dos particulares cresceu 8,2 mil milhões de euros, essencialmente perante o setor financeiro (+7,2 mil milhões de euros, dos quais +5,9 mil milhões de euros por via do crédito à habitação). O endividamento das empresas privadas subiu 8,8 mil milhões de euros, refletindo o acréscimo do financiamento junto do setor financeiro (+5,0 mil milhões de euros), do exterior (+3,3 mil milhões de euros) e das empresas não financeiras (+0,4 mil milhões de euros)", pode ler-se.
No primeiro semestre de 2026, o endividamento do setor não financeiro aumentou de 278,5% para 282,7% do PIB, refletindo um crescimento do endividamento superior ao do PIB. Esta variação resultou da subida do endividamento do setor público, de 120,9% para 124,5% do PIB, e do setor privado, de 157,6% para 158,2% do PIB.
Em junho de 2026, o endividamento das empresas privadas cresceu 4,2% relativamente ao mesmo mês do ano anterior, acima dos 4,1% observados em maio.
O endividamento dos particulares subiu 9,9% em termos homólogos. Trata-se da taxa de variação anual mais elevada registada desde o início da série, em dezembro de 2008.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Economia.