Xi Jinping chega aos EUA confiante de que o futuro pertence à China
Quando o líder chinês, Xi Jinping, visitar Washington esta semana, vai reunir-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, numa posição muito diferente da última vez em que os dois se encontraram pessoalmente nos Estados Unidos, há quase uma década.
Nessa cimeira de 2017 no resort Mar-a-Lago de Trump, a China estava atrás dos Estados Unidos em várias frentes e vulnerável aos atritos tecnológicos e comerciais que Trump desencadearia no ano seguinte.
A segunda maior economia do mundo emergiu como uma potência tecnológica. Os talentos tecnológicos locais estão a impulsionar os modelos de Inteligência Artificial (IA) chineses, aproximando-os cada vez mais da vanguarda de Silicon Valley. As empresas espaciais sediadas em Pequim estão a lançar e a aterrar foguetões reutilizáveis, de olho na campeã global SpaceX. Empresas de energia, IA, robôs e chips de memória realizaram estreias estrondosas na bolsa de valores no último ano.
O poderio industrial chinês acumulou um excedente comercial global de 1,2 biliões de dólares no ano passado, em parte devido à crescente procura pelos seus veículos elétricos, painéis solares e chips. O seu domínio sobre as cadeias de abastecimento de algumas exportações – especialmente terras raras – deu a Pequim uma influência singular sobre Washington e a guerra comercial "América Primeiro" de Trump.
E numa altura em que os EUA estão a antagonizar os aliados e ainda não encontraram uma forma de terminar a sua guerra contra o Irão, que está a desestabilizar a economia global, Xi Jinping tem vindo a consolidar a imagem da China como um líder global responsável e de confiança.
Nos círculos políticos de Pequim, há um consenso: os dias em que os EUA podiam fazer exigências unilaterais à China ficaram para trás.
"A China está muito mais confiante do que há nove anos e, o que é ainda mais importante, hoje a China encontrou uma forma eficaz de manter os EUA sob controlo", diz Wu Xinbo, reitor do Instituto de Estudos Internacionais da Universidade Fudan de Xangai, que aconselha o governo em matéria de política externa.
“Washington precisa de tratar Pequim com mais igualdade e respeito, e esta relação precisa de ser cada vez mais recíproca.”
Isto não significa que os riscos sejam baixos para Xi Jinping na sua chegada a Washington para uma estadia esperada de três dias.
O líder chinês aposta na transformação tecnológica da China para impulsionar uma economia em desaceleração.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.