Países árabes condenam ataque contra aeroporto de Riade
Vários países árabes condenaram hoje o ataque dos huthis do Iémen contra o aeroporto de Riade, que provocou 12 mortos e 309 feridos, e alertaram para os riscos para a segurança e a aviação civil.
A Liga Árabe, integrada por 22 países, qualificou de “flagrante violação do direito internacional” os ataques reiterados contra instalações de aviação civil, por considerar que colocam em perigo a vida dos passageiros e do pessoal aeroportuário.
O organismo pan-árabe alertou num comunicado que estas ações constituem uma escalada de grande perigosidade e uma ameaça direta para a população civil, a navegação aérea internacional e a estabilidade da região.
A Liga Árabe reiterou o apoio às medidas legítimas que venham a ser adotadas pela Arábia Saudita para proteger o seu território, segundo o comunicado citado pela agência espanhola EFE.
A Jordânia condenou os ataques e assegurou que mantém a coordenação com as autoridades sauditas para prestar assistência aos jordanos afetados pelo ataque.
O Qatar também condenou os ataques e recordou que a segurança do reino árabe “é parte integrante da segurança” do emirado “e do sistema de segurança coletiva dos Estados do Conselho de Cooperação do Golfo”.
Da mesma forma, o Kuwait qualificou a operação dos huthis de “ataque atroz e cobarde que constitui uma violação flagrante do direito internacional e do direito internacional humanitário”.
Disse também que “a repetição destes atos hostis sistemáticos, que têm como alvo alvos civis e infraestruturas vitais, representa uma escalada perigosa e uma ameaça direta”.
O Bahrein referiu “o direito inerente da Arábia Saudita à legítima defesa, consagrado no artigo 51.º da Carta das Nações Unidas e no Acordo de Defesa Conjunta do Conselho de Cooperação do Golfo”.
As condenações surgem após a mensagem do Governo do Iémen internacionalmente reconhecido, que condenou o ataque lançado no sábado pelos huthis e reafirmou o apoio à Arábia Saudita na luta contra os rebeldes pró-iranianos.
O presidente do Conselho Presidencial de Liderança do Iémen, Rashad al-Alimi, cujo executivo trabalha fundamentalmente em território saudita, afirmou que o Governo continua determinado a prosseguir a contraofensiva em curso.
Trata-se da operação “Amanhecer do Iémen”, a campanha militar destinada a acabar com o controlo dos huthis no país e a restaurar as instituições estatais atualmente sob domínio rebelde.
O ataque ao aeroporto ocorre no contexto de uma intensificação dos ataques aéreos da Arábia Saudita contra alvos huthis.
Os rebeldes têm respondido com uma crescente campanha de ataques contra alvos sauditas, como aeroportos, instalações militares, refinarias e outros alvos económicos.
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