E no último dia, Rubio aterra de F-35 em Lisboa
Foi uma espécie de mini tour do secretário de Estado Marco Rubio na Europa, com passagem pela Islândia e Grécia e que aterrou em Lisboa esta semana, com economia e defesa na bagagem.
No mesmo dia em que o Governo apresentava no Parlamento a sua proposta de Orçamento do Estado para 2027 que referia como uma opção “preponderante” ao nível de investimento da Defesa a troca dos F-16 da Força Aérea, no Palácio das Necessidades Paulo Rangel recebia o chefe da diplomacia norte-americana.
Se a potencial compra de F-35 para a Força Aérea foi abordada pelos dois governantes, não foi dito, mas a renovação dos caças em fim de vida foi certamente tema durante a conferência.
Com a geopolítica e relação tensa da Europa com a administração Trump a criar distância entre antigos aliados, Rubio pede apenas “uma oportunidade justa para fazer uma apresentação e uma proposta competitiva”, disse .
Afinal, garante, “é o melhor avião do mundo”.
Rangel arrumou o tema: o dossier ainda não arrancou, a decisão caberá ao Governo português e, na decisão, pesará o “interesse nacional, não haverá outro”.
Coincidência (ou muito provavelmente não), o Presidente da República, António José Seguro falou: “Os nossos amigos e aliados norte-americanos dizem que a Europa tem que cuidar mais da sua defesa, que gastar mais da sua defesa, que se defender”, disse.
“Quando, por exemplo, se fala que é necessário adquirir na Europa aviões para as nossas Forças Armadas, bem, a Europa talvez valha a pena também pôr-se de acordo sobre se se justifica ter dois ou três modelos diferentes de aviões.
O mesmo acontece em relação a carros de combate, o mesmo acontece em relação a submarinos“, referiu ainda.
E terminou com uma nota.
“ Nada basta a Europa gastar mais dinheiro na sua defesa, se for comprar tecnologia fora da própria Europa ”.
“ É uma verdade simples, mas que precisa de ser relembrada e recordada. ” O certo é que não faltam candidatos europeus (Saab, Eurofighter e Dassault Aviation) à renovação dos caças, um negócio na ordem dos 5 mil milhões de euros.
É quase um SAFE.
No OE2027 é dito que, dos mais de 800 milhões de euros previstos para investimento, a renovação dos caças é “preponderante” e, até ao final do ano, aguarda-se uma nova Lei de Programação Militar que também deverá incluir esse tema nas opções.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.