Delegação de 27 deputados japoneses visita Taiwan em plena tensão com a China
Uma delegação de 27 deputados japoneses chega hoje a Taiwan para participar nas celebrações do Dia Nacional, no sábado, numa altura de crescentes tensões entre Pequim e Tóquio devido à questão da ilha autogovernada.
A comitiva pertence ao maior grupo parlamentar multipartidário favorável a Taiwan na Dieta (Parlamento japonês) e inclui o deputado Keiji Furuya, alvo de sanções chinesas, além de sete secretários.
Durante a visita, os parlamentares vão participar na cerimónia do Dia Nacional e reunir-se com o Presidente taiwanês, William Lai, e com o presidente do Parlamento local, Han Kuo-yu, segundo informou hoje o ministério dos Negócios Estrangeiros de Taiwan.
"O ministério dos Negócios Estrangeiros espera que ambas as partes continuem a aprofundar os intercâmbios e a cooperação parlamentar e noutras áreas, para promover conjuntamente a paz, a estabilidade e a prosperidade do Indo-Pacífico", indicou a tutela num comunicado.
A visita ocorre num contexto de agravamento das relações entre Pequim e Tóquio, depois de, em novembro do ano passado, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, ter sugerido que um ataque chinês contra Taiwan poderia justificar uma resposta militar do Japão.
A delegação japonesa será uma das mais numerosas entre os 228 dignitários estrangeiros que vão participar nas celebrações do Dia Nacional.
Entre os convidados figuram também o rei Mswati III de Essuatíni, único aliado diplomático de Taiwan em África, e o vice-governador do estado norte-americano do Indiana, Micah Beckwith.
Segundo um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros taiwanês, citado pela agência noticiosa CNA, os convidados incluem 156 membros de delegações estrangeiras e 72 representantes de outros países atualmente destacados em Taiwan, números significativamente superiores aos do ano passado.
Taiwan celebra a 10 de outubro o Dia Nacional, data que assinala a revolução de 1911 que derrubou a última dinastia imperial chinesa e conduziu à fundação da República da China, designação oficial de Taiwan.
A ocasião é tradicionalmente marcada por um discurso do Presidente taiwanês à população.
Pequim, que reivindica Taiwan como parte do seu território e não exclui o recurso à força para assumir o controlo da ilha, reagiu acusando Lai de conduzir Taiwan para um "perigoso cenário de conflito militar".
As autoridades chinesas acusaram ainda o dirigente taiwanês de "fabricar todo o tipo de mentiras para promover a independência pela força e opor-se à reunificação" com a China continental.
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