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Irão. Guerra completa seis meses, e sem objetivos cumpridos

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Irão. Guerra completa seis meses, e sem objetivos cumpridos

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Começa agora mais um episódio da Guerra Traduzida para acompanhar o conflito no Irão. Hoje novamente com o jornalista Carlos Pedro. Eu sou o Miguel Gato. Carlos, boa tarde.

Carlos, o conflito entre Estados Unidos e o Irão completa hoje meio ano, seis meses, e os principais objetivos de Washington continuam por cumprir.

Sim, neste caso, o objetivo de eliminar o programa nuclear iraniano ou provocar uma mudança de regime em Teerão. O que fica para já deste conflito é uma crise energética mundial com consequências à escala global no custo de vida das populações e um Médio Oriente ainda mais instável. Fica também na retina o dilema político de Donald Trump a meses das eleições intercalares de novembro, com destaque para a operação Fúria Épica, anunciada por Trump no final de fevereiro, quando os Estados Unidos, em conjunto com Israel, lançaram ataques aéreos em grande escala contra instalações militares nucleares e também dirigentes iranianos.

À cabeça, a morte do líder supremo Ali Khamenei, que deixou o país de luto durante mais de um mês e, a partir daí, altos e baixos.

Seguimos olhando para o quadro geral deste conflito. Ao longo dos últimos seis meses, os analistas consultados pela Al Jazeera duvidam da queda do regime iraniano, Carlos.

Sim, não é uma hipótese muito forte para estes analistas, mas sim a ideia de que este conflito vai, de facto, prolongar-se por um período de estagnação e desgaste. O artigo assinado pelo repórter Simon Spickman Cordell destaca a crescente tensão entre os rebeldes houthis do Iêmen e a Arábia Saudita. Destaca também a estagnação de potências rivais como Índia e China e a forma como o Médio Oriente é constituído por alianças em constante mudança. Destaque recente para o acordo de defesa assinado entre Turquia, Paquistão e Arábia Saudita. Os especialistas consultados pela Al Jazeera apontam para o primeiro de muitos pactos militares deste tipo assinados na região.

Vamos seguir com declarações do presidente dos Estados Unidos, que continua a dizer que o estreito de Ormuz está aberto.

Trump diz que o estupor, em referência ao canal de Ormuz, está aberto. É a palavra utilizada pelo líder da Casa Branca em declarações à Axios. Trump diz também que a resposta iraniana tem sido muito branda e também o exército norte-americano diz que o estreito de Ormuz está livre de minas e aberto. Ainda assim, as forças armadas norte-americanas alertam que as circunstâncias das operações são desafiantes e perigosas.

Já o Irão, Carlos, diz querer retomar a diplomacia com os Estados Unidos, mas sem pressão.

É o que diz o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi. Afirma que não é impossível retomar o caminho diplomático com os Estados Unidos, mas defende que isso depende de Washington compreender que a pressão não funciona. Numa publicação na rede social X, Araqchi defendeu que os Estados Unidos devem construir confiança, falar com respeito, reconhecer os direitos dos iranianos e cumprir os compromissos firmados.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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