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Bom dia. As estruturas da PSP e GNR vão manter os protestos agendados para os dias 22 de setembro e 30 de outubro. Miguel, tudo isto apesar do Ministro da Administração Interna ter anunciado negociações na mesma altura.

Os protestos foram conhecidos ontem. Luís Neves convocou depois as estruturas da PSP e da GNR para duas reuniões. O Ministério da Administração Interna refere que essas reuniões negociais não são uma reação aos protestos, são um cumprimento do calendário. Na Rádio Observador, escutámos esta manhã a associação que representa os militares da GNR, também o sindicato que representa a PSP, os profissionais da PSP. Ora, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Santos, sublinha que os protestos vão manter-se, são para avançar, e adianta que os profissionais da polícia já esperaram demasiado tempo pelas negociações com o governo.

Não vamos cancelar os protestos, porque consideramos que o tempo que esperámos por estas negociações foi muito e aquilo que é uma convocatória não se traduz em nada palpável e concretizável a curto prazo. Se o governo, nestas negociações, quer do dia 17, quer do dia 29, nos garantir efetivamente algo que possa já ao momento ser concretizado, teremos que fazer uma análise. Mas a verdade é que nós vamos avançar com os nossos protestos.

O presidente da Associação de Profissionais da Guarda, César Nogueira, também foi ouvido pela Rádio Observador e pede garantias de mudança já para janeiro do próximo ano.

Esperemos que traga algo de concreto. Estamos recetivos sempre a negociar. Não vamos, para já, nem suspender tampouco os protestos anunciados, porque é como já dissemos, só quando tivermos algo concreto e que de fato entrarão em vigor em janeiro de 2027 é que poderemos pensar em suspender os protestos. Fora isso, vamos mantê-los, porque é como digo, as reuniões são apenas duas datas. Já tivemos muitas reuniões e nada avançou.

Declarações à Rádio Observador. Em causa esses protestos com reivindicações comuns para militares da GNR e profissionais da PSP. Defendem a revisão e melhoria das carreiras. À cabeça nestas reivindicações, está esse incumprimento do acordo de 2024, que aumentou em trezentos euros o suplemento de risco, mas que ainda não concretizou a revisão salarial destes profissionais. Garantem que os protestos vão avançar independentemente destas rondas negociais com o Ministério da Administração Interna.

O deputado do PS, Carlos Pereira, concorda com o diagnóstico do país feito por Passos Coelho, mas questiona as intenções do antigo primeiro-ministro e avisa que não se pode voltar ao passado. A deputada do Chega saúda a intervenção de Pedro Passos Coelho a agir, mas considera, Miguel, que estas intervenções não são um risco para o partido de André Ventura.

Neste caso, a deputada do Chega, Sandra Ribeiro. Estas duas posições foram deixadas esta manhã na Rádio Observador, no Explicador de hoje.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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