Ciberataque ligado ao Irão leva Reino Unido a reforçar segurança de fornecedores
O Reino Unido quer alterar a lei e reforçar a segurança das cadeias de fornecimento de setores considerados críticos , depois de um ciberataque atribuído a hackers ligados ao regime iraniano ter provocado o encerramento temporário de uma pequena central de energia elétrica do país.
A proposta, que deverá ser introduzida através de alterações ao Projeto de Lei de Segurança Cibernética britânico ( Cyber Security and Resilience Bill ), permitiria às autoridades britânicas exigir medidas adicionais de segurança a empresas de setores como energia, saúde e telecomunicações e , em determinados casos, impedir a compra de equipamentos a fornecedores considerados de alto risco.
Berlim vai reforçar serviços secretos para combater ameaças Ler Mais “Trata-se de anteciparmo-nos a uma ameaça crescente e de dar ao público a confiança de que os serviços essenciais de que dependemos, como o abastecimento de água e energia e a nossa rede de transportes e hospitais, estão protegidos”, vincou a ministra da cibersegurança britânica, Liz Lloyd, citada pelo Financial Times .
O objetivo passa por permitir uma atuação preventiva sobre cadeias de fornecimento que possam funcionar como o ‘ponto fraco’ de infraestruturas maiores, frequentemente visados por ciberataques.
O Governo britânico quer ainda poder exigir a retirada faseada de determinados fornecedores quando estes representem um risco para serviços essenciais .
A medida terá ainda de ser aprovada pelo Parlamento do Reino Unido.
O projeto de lei prevê também que as empresas abrangidas comuniquem ciberataques significativos ao Centro Nacional de Cibersegurança (NCSC, sigla em inglês) no prazo de 24 horas, seguindo-se um relatório detalhado no prazo de 72 horas, além de possíveis multas pelo incumprimento das regras de segurança.
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