“Quem tutela legalidade não pode ser exemplo de ilegalidades constantes"
E stá ainda por esclarecer se o Chega vai ou não apresentar uma moção de censura contra o Governo , tendo como principal motivador as ações do ministro da Administração Interna. Porém, enquanto se decide e espera por ouvir o governante (que diz que vai esclarecer hoje todas as polémicas), André Ventura continua a defender a sua posição relativamente a Luís Neves, que tem vindo a ver-se envolvido em várias polémicas, nos últimos meses.
"Quem tutela a legalidade não pode ser um exemplo de ilegalidades constantes” , afirmou o presidente do Chega, na noite de segunda-feira na antena do Canal Now, atirando: "não quero ser desagradável, mas se mia como um gato, anda como um gato e foge como um gato, então é um gato".
O líder do Chega fazia desta forma referência às polémicas que têm vindo a ser associadas ao ministro e antigo diretor geral da PJ, que acusou de "andar em carros de traficantes" e sobre quem levantou dúvidas, nomeadamente relativamente a "armas que desaparecem da PJ e vão parar a traficantes".
"Estamos perante uma ameaça real à integridade da República", defendeu ainda o político.
Recorde-se que na semana passada, o líder do Chega admitiu avançar com uma moção de censura caso o primeiro-ministro não resolvesse a situação do ministro da Administração Interna, que considerou ter atingido um nível "grotesco" e "inaceitável".
Entretanto o ministro da Administração Interna prometeu, na segunda-feira, na Madeira , falar aos jornalistas hoje, mas manifestando-se "tranquilo" . "Amanhã, falaremos sobre esses assuntos todos. Estou absolutamente tranquilo", afirmou.
Na sequência dessas afirmações, Ventura disse ver alguns "sinais positivos", frisando que "parece que era preciso mesmo uma moção de censura para [o governante] vir dar novas explicações".
Recorde-se que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, tem visto o seu nome envolvido em várias polémicas. Mais recentemente, foi noticiado que o carro conduzido pelo governante, cedido pela Polícia Judiciária (PJ), foi apreendido ao traficante de droga Rúben Oliveira, mais conhecido como Xuxas , que foi detido pela PJ em 2022.
Esta não é a única polémica com carros. Luís Neves é cotitular de dois carros da família, por estarem em nome da mulher (com quem está casado em comunhão de adquiridos), e que não os declarou à Entidade para a Transparência (EpT), apesar de estar obrigado a fazê-lo.
De salientar ainda que, há cerca de um mês, o governante veio a público esclarecer "ponto por ponto" as polémicas que haviam, até então, sido noticiadas, e que envolviam um atrelado apreendido e as obras realizadas numa propriedade em Odemira. Na altura, Luís Neves garantiu sentir-se "legitimado" para continuar a ocupar o cargo de ministro da Administração Interna.
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