Líder da extrema-direita sueca admite adiar ambições face a sondagens
A kesson chefia o partido Democratas Suecos (SD), que tem um acordo com o Governo de coligação de direita para apoiar o executivo do primeiro-ministro Ulf Kristersson no parlamento.
Os três partidos de direita atualmente no poder e o SD somam 43,9% das intenções de voto, contra 53,9% para os partidos da oposição, de acordo com uma sondagem divulgada na terça-feira pela televisão pública SVT.
"É evidente que haverá outras eleições", respondeu Akesson ao ser questionado numa conferência de imprensa pela agência France-Presse (AFP) sobre as ambições ao cargo de primeiro-ministro.
Akesson, 47 anos, disse que visa o cargo "de bom grado" em 2030 ou até mais tarde.
O Governo minoritário é composto pelos Democratas-Cristãos, o Partido Moderado, de Kristersson, e o Partido Liberal.
"Acordámos com os moderados que Ulf Kristersson será o candidato ao cargo de primeiro-ministro" em caso de vitória do bloco de direita em setembro, disse Akesson à AFP.
"Em contrapartida, teremos igualmente de exercer uma grande influência no seio de um tal governo e ocupar cargos ministeriais de alta responsabilidade", referiu.
No início de abril, o primeiro-ministro declarou-se pela primeira vez disposto a nomear ministros do SD se a coligação vencer.
Kristersson prometeu que o SD ocuparia cargos ministeriais como o da Imigração e da Integração.
O SD tornou-se em 2022 o segundo maior partido da Suécia, com 20,5% dos votos, atrás do Partido Social-Democrata, com 30,33%.
O Partido Moderado obteve 19,10%, os Democratas-Cristãos 5,34% e o Partido Liberal 4,61%.
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