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Habitantes autorizados a regressar a casa após fogo florestal na Bélgica

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Habitantes autorizados a regressar a casa após fogo florestal na Bélgica

V árias centenas de residentes de aldeias belgas e de um município alemão próximo do Parque Natural de Hautes Fagnes, onde cerca de 3.000 hectares foram devastados pelas chamas, tinham recebido ordens de retirada durante o fim de semana.

No entanto, após uma avaliação da situação, segundo as autoridades locais, essas pessoas foram autorizadas a regressar às suas casas a partir das 17h00 locais (16h00 de Lisboa), incluindo em Monschau, um município alemão localizado a dois quilómetros da fronteira belga.

Num sinal de renovado otimismo após dias e noites a combater este incêndio sem precedentes na Bélgica desde 1911, as autoridades anunciaram também hoje uma "provável" redução nos meios de intervenção.

Os meios aéreos, impedidos de levantar voo na terça-feira, puderam hoje ser mobilizados para apoiar os bombeiros, que ao longo do dia combateram múltiplos focos de incêndio e reacendimentos.

"O incêndio está cercado e já não deverá conseguir alastrar, mas a área é extremamente grande e há numerosos reacendimentos que precisamos de combater por terra e pelo ar", declarou o porta-voz da equipa de gestão de crises, Tony Hosmans.

"Não estamos ainda a falar de um incêndio contido ou completamente controlado", afirmou Stéphanie Ernoux, porta-voz das autoridades locais da Valónia, região francófona da Bélgica que inclui Liège.

"Precisamos de estar em vigilância permanente" devido aos riscos de reacendimento, acrescentou.

Após vários dias de condições meteorológicas adversas, aviões e helicópteros de combate a incêndios procedentes da Noruega, da Alemanha, da Suécia e dos Países Baixos puderam finalmente participar nas operações de lançamento de água sobre as áreas ainda envoltas em chamas, confirmou Hosmans.

As centenas de bombeiros ainda mobilizados estão também a ser ajudados pela chuva que cai desde segunda-feira nesta região do leste da Bélgica.

O reverso da medalha é que a chuva está a provocar grandes colunas de fumo que dificultam o seu trabalho e reduzem a visibilidade dos meios aéreos.

O trabalho dos bombeiros está igualmente a ser dificultado pelo tipo de terreno em que se encontram: uma mistura de charnecas, turfeiras e passadiços elevados, concebidos para facilitar a exploração deste parque natural, muito frequentado pelos turistas.

"Primeiro, pode parecer que está controlado, mas depois pode reacender, porque ressurge a uma muito grande profundidade", explicou Stéphanie Ernoux.

Num terreno de turfa, como este de Hautes Fagnes, o fogo pode arder lentamente no subsolo e depois reaparecer ou ressurgir mais longe, um fenómeno conhecido como "fogo zombie".

Na floresta, a turfa é uma acumulação de matéria esponjosa inflamável, rica em carbono, resultante da decomposição da matéria vegetal ao longo do tempo -- um combustível ideal para estas brasas enterradas, que aguardam condições favoráveis, como vento e seca, para reacender e alastrar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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